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terça-feira, 18 de setembro de 2012

OS DEZ MANDAMENTOS DOS NEGROS CATÓLICOS

A comunidade negra católica elaborou os dez mandamentos dos negros católicos que apontam um êxodo: saída de uma posição de grupo submisso da Igreja Católica para grupo participativo e também com direitos.
Veja OS DEZ MANDAMENTOS dos direitos dos negros católicos
1. Temos direito que nossa cultura seja reconhecida e integrada a vida diária da Igreja (Santo Domingo 249).
2. Temos direito a uma liturgia aculturada que valorize o fato de que somos um povo negro, filhos e filhas amados de Deus.
3. Temos direito a que os instrumentos musicais de nossa cultura (pandeiro, atabaque, agogô, berimbau...) participem ativamente do louvor ao Senhor nas celebrações.
4. Temos direito de ver nossos filhos e filhas fazendo papel de anjos nas coroações de Nossa Senhora e outras celebrações da Igreja.
5. Temos direito de ver mulheres e homens negros, entre os escolhidos para desempenhar as funções de ministros e ministras da Eucaristia e de diáconos casados, na mesma proporção populacional católica dos afrodescendentes.
6. Temos direito a que seja reconhecido o novo despertar vocacional para o sacerdócio dos jovens negros e a que estes não sofram nenhum tipo de discriminação no período de formação por haver cursado escolas de qualidade inferior nos cursos anteriores, etc.
7. Temos direito de ver aumentar o número de estudantes negros nas escolas católicas, assim como nas Pontifícias Universidades Católicas. Para tanto, temos o direito de organizar cursos alternativos com acesso para negros dentro dos recintos eclesiais.
8. Temos direito de ajudar a fazer uma revisão ampla dos catecismos, retirando deles todos os pontos de vista racistas contra o negro acumulados ao longo dos anos, fazendo assim surgir um novo catecismo aculturado.
9. Temos direito de ver as mulheres negras reconhecidas em sua vocação à vida religiosa nos conventos, sem ter de embranquecer-se previamente, e sim, ao contrário, vivenciando plenamente a cultura afro-brasileira recebida de Deus.
10. Temos direto a ter mais bispos e cardeais negros a serviço da Igreja nas regiões com predomínio de população afro-brasileira e nas demais regiões.
ÊXODO E AFRODESCENDÊNCIA
Os cinco séculos de escravidão ou exploração dos afrodescendentes na América Latina e Caribe, além da situação de miséria econômica e social, trouxeram-nos outra conseqüência grave: a auto-rejeição. De cada dez afrodescendentes da América Latina e Caribe oito, em diferentes níveis, negam sua identidade. O grande êxodo, a grande libertação que a comunidade afrodescendente está processando nesta atual fase é esta:
"Assumir a própria identidade como dom de Deus e condição básica para acelerar o processo de autolibertação, ajudando a sociedade a perceber e libertar-se de seus preconceitos, a partir da nova postura de autoconsciência dos afrodescendentes".
Sinais do novo êxodo
Nos quatro cantos da América Latina e Caribe percebemos os sinais deste novo êxodo. O que está sendo o eixo propulsor desta libertação é justamente a autodescoberta e autovalorização da própria comunidade afrodescendente e seus direitos. Eis alguns sinais:

1) Cresce em toda América Latina e especialmente no Brasil o numero de negros e negras que passam a colocar em seu coração a opção por fazer um curso universitário.

2) Cresce o interesse e a valorização pelas articulações amplas na comunidade afrodescendente. É o caso do VII EPA (Encontro de Pastoral Afro-Americana e Caribenha) que aconteceu no ano 2000 em Salvador - Bahia.

3) Surgem em várias regiões da "Pátria Grande" associações para conscientizar e combater a anemia falciforme, doença que atinge, em maior proporção à população afrodescendente e que está causando muitas mortes por desconhecimento dos médicos e dos próprios doentes. A doença, cuja incidência é considerada alta, manifesta-se em pelo menos uma pessoa a cada 500 afrodescendentes. Daí a necessidade de lutarmos por políticas públicas.

4) As denúncias dos afrodescendentes passam a ser bem fundamentadas e está estão chegando as diferentes instâncias de poder do mundo. É o caso da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que enviou carta ao governo brasileiro dando prazo até o ano de 1999 para apresentar um plano de políticas públicas para combater a discriminação contra mulheres e afrodescendentes no campo, da opção por empregos e valor do salário. Por exemplo: o salário médio dos homens brancos é de 6,3 salários mínimos e o dos homens afrodescendentes é de 2,9 salários mínimos. Das mulheres brancas é de 3,65 salários mínimos e das mulheres negras é de 1,7 salários mínimos.

5) Em 30 de janeiro de 1998, o divulgado um relatório sobre direitos humanos no mundo e na América Latina. O Brasil e vários países da América são apontados como possuidores de políticas militares discriminatórias que violentam e perseguem os afrodescendentes; que exploram e matam crianças de rua cuja maioria são afrodescendentes; que 5% da força nacional de trabalho são crianças entre dez e catorze anos.

6) Cresce em várias dioceses, com presença marcante de afrodescendentes, a conquista de espaços para se criar uma Liturgia Inculturada Afro. Em especial no Brasil, Panamá, Colômbia e Equador.

7) Cresce o apelo da comunidade católica afrodescendente ao Vaticano, no sentido de também escolher sacerdotes afrodescendentes para o serviço episcopal. A mais recente resposta de Roma foi à indicação do Pe. Gílio Felício (Presidente Nacional da Articulação dos Padres e Bispos Negros do Brasil) para Bispo Auxiliar de Salvador, Bahia, cidade cuja população, em sua maioria (85%) são afrodescendentes.

8) A comunidade negra elaborou os dez mandamentos dos negros católicos que apontam um êxodo: saída de uma posição de grupo submisso da Igreja Católica para grupo participativo e também com direitos.

9) Estar em êxodo é a grande condição básica dos filhos e filhas da "Pátria Grande". Queremos sair do lugar de marginalizados, situação imposta pelas relações culturais opressora para uma nova situação. Uma terra prometida pelo Deus-Vida, que é chamado de Tupã, Canaxinê, Olorum, Deus-Pai e Mãe, Nzambi, Javé.
Escrito por FREI DAVID RAIMUNDO DOS SANTOS, OFM   


(Texto publicado na Agenda Latino-Americana de 1999 Páginas 50-51)
Disponibilizado pela CNBB em Fev/04

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mulheres mostram sua força e dividem prêmio Nobel da Paz 2011
Posted: 19 Jan 2012 04:40 AM PST
RevistaAfro.Com
Em 2011, um feito inédito marcou a premiação do Prêmio Nobel da Paz. Três mulheres – a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman – foram laureadas com a homenagem. Ellen e Leymah são negras, assim como o vencedor de 2010, o atual presidente americano Barack Obama.
Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, foi a primeira mulher a ser livremente eleita presidente de um país africano, em 2005. Economista e mãe de quatro filhos, ela é chamada de “dama de ferro” em seu país, e após ser agraciada com o prêmio, foi reeleita na Libéria, um feito inédito na África.
“Desde sua posse em 2006, contribuiu para garantir a paz na Libéria, para promover o desenvolvimento econômico e social e reforçar o lugar das mulheres”, disse Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel, ao justificar a premiação.
A compatriota Leymah Gbowee teve um papel importante como ativista durante a segunda guerra civil liberiana, em 2003. Ela mobilizou as mulheres no país pelo fim da guerra, organizando inclusive uma “greve de sexo” em 2002.
Também organizou as mulheres acima de suas divisões étnicas e tribais no país, ajudando a garantir direitos políticos para elas. A ativista estava em Nova York quando soube do prêmio e se mostrou surpresa. Para ela, as mulheres devem se organizar mais e agir para resolver seus problemas, seja lá quais forem estes.
E Tawakkul Karman, ativista iemenita pró-direitos das mulheres, tem importante participação na chamada Primavera Árabe, movimento pró-abertura democrática que vem sacudindo politicamente vários países do mundo árabe desde o início do ano.
Thorbjoern Jagland argumentou que as laureadas foram “recompensadas por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz”.
“A esperança do comitê é de que o prêmio ajude a colocar um fim na opressão às mulheres que ainda ocorre em muitos países e a reconhecer o grande potencial para democracia e paz que as mulheres podem representar”, disse o presidente.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

 Mais atualização da situação do negro no país
       essa veio de Luciana Reis do IME

Instituto Mídia Étnica lança a campanha “Contrarie as Estatísticas”

Apresentar ao jovem negro e negra de periferia que outro caminho é possível diferente daqueles apontados por estatísticas e indicadores sociais, é o principal objetivo da campanha “Contrarie as Estatísticas”, lançada nesta semana pelo Instituto Mídia Étnica/Correio Nagô. Os últimos indicadores sociais apontam o alto de risco de vulnerabilidades e desigualdades aos quais a juventude negra brasileira está exposta, a exemplo, do aumento da taxa de homicídios, analfabetismo, gravidez na adolescência, pobreza, entre outros.
A proposta do IME, como o Instituto é carinhosamente chamado pelos seus integrantes, é trazer referências de jovens negros e negras que vieram de comunidade carentes e que conseguiram driblar estes índices e ocupam lugar de destaque e de decisão na sociedade. Segundo dados do relatório “Situação da Adolescência Brasileira 2011 – O direito de ser adolescente: Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), atualmente vivem no Brasil 21 milhões de meninos e meninas entre 12 e 18 anos, destes 56,6% são negros. Na Bahia, são aproximadamente dois milhões de adolescentes, deste 78,3% são de garotos e garotas negras. De acordo com dados da agência da ONU, projeções demográficas mostram que o país não voltará a ter uma participação percentual tão significativa dos adolescentes no total da população.
Visando garantir oportunidades e a concretização dos devidos direitos desse segmento da população, que é o direito à vida e o direito de serem plenamente adolescentes e jovens, o Instituto Mídia Étnica convoca a sociedade brasileira a contrariar as estatísticas e os indicadores sociais que violam esses direitos, a partir de referências positivas desta juventude. “O jovem negro e negra brasileira precisam de exemplos que lhe sejam contemporâneos, ou seja, eles precisam saber que podem ser advogados, médicos, jornalistas, publicitários, que eles podem ter ensino superior e principalmente que eles podem estar vivos para realizar isso. É por isso que na campanha trazemos como referência, jovens que conseguiram contrariar essas estatísticas, dados estes que na maioria das vezes se transformam em números e mais números ao invés de ações concretas que mudem essa realidade”, explicou a coordenadora executiva do Instituo Mídia Étnica, Ilka Danusa.
Veja abaixo mais dados sobre as vulnerabilidades que atingem a juventude negra brasileira:

Homícidios
Em quatro anos, a taxa de homicídios entre adolescentes de 12 a 18 anos na Bahia teve um crescimento de quase 400% – em 2004, a taxa medida por 100 mil habitantes da mesma idade era de 8,6, em 2009 a taxa chegou a 31,1. O adolescente negro desta faixa etária tem 3,7 vezes mais risco de ser assassinado em comparação com adolescentes brancos, segundo dados do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) de 2009.

Situação de Rua
São 24 mil meninos e meninas em situação de rua no Brasil, segundo dados de um estudo do Consleho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos (2011). Entre eles, 70% são meninos. Dos 24 mil adolescentes que estão expostos a todo tipo de violação de seus direitos, quase metade deles (45,1%) tem entre 12 e 15 anos e 72,8% são negros (pretos e pardos).

Extrema Pobreza (até ¼ de salário mínimo)
A média nacional de adolescentes vivendo em situação de extrema pobreza, em 2009, era de 17,6%. Entre meninos e meninas negras esse índice chega a 22%. Os adolescentes negros que vivem nas regiões Norte e Nordeste são ainda mais vulneráveis. No Nordeste, enquanto 26% dos meninos e meninas brancos eram extremamente pobres, entre os negros, esse índice é de 31,5%.

Educação
Apesar dos avanços na educação, o percentual de adolescentes entre 16 e 17 anos negros que tinham o ensino fundamental era de 56% em 2009, em comparação aos adolescentes brancos que tem o percentual de 75,6%. No que se refere ao ensino médio, enquanto 60,3% dos adolescentes de 15 a 17 anos brancos frequentavam as escolas em 2009, entre os adolescentes negros, o índice era de 43,4%. Os adolescentes de 15 a 17 anos brancos atingem 7,8 anos de estudo, em média, e os negros 6,8.

Gravidez
A taxa de incidência de gravidez na adolescência é maior entre as adolescentes negras, o percentual é 6,1% entre as meninas negras de 15 e 17 anos, em comparação com o índice entre as adolescentes brancas, de 3,9%

Mercado de Trabalho
Dados da pesquisa de emprego e desemprego da Região Metropolitana de Salvador , intitulada “A Desigualdade entre Negros e Não-Negros no Mercado de Trabalho”, do Dieese 2009, apontam que a presença negra na População Economicamente Ativa (PEA - 2008) alcança 85,4%. Contudo, a ocupação desta parcela se dá, com frequência, em setores e posições em que os rendimentos são menores (negros: R$ 4,75 e os não-negros: R$ 9,63; as jornadas mais extensas (42 horas semanais para negros e 41 horas para os não negros) e participação em postos de direção (28,4% para não negros e 9,1% para negros).

Informações : 71- 9959-2350 \ 71 8782-7739 – Luciane Reis ( Coordenadora da Instituição e da Campanha)
http://negrosnegrascristaos.ning.com/profiles/blog/list?user=2oab3ruakukn8

Cem Mil Mulheres Negras

Cem mil mulheres negras
 
Venho aqui reproduzir o artigo do site Missões do Quilombo
A marcha foi idealizada, no refeitório do Tulip Inn Hotel, Salvador-BA, por ocasião do Encontro Paralelo da Sociedade Civil para o Afro XXI: Encontro Ibero Americano do Ano dos Afrodescendentes (16 a 20 de novembro de 2011) e será gestada até 28 de setembro de 2015. Trata-se de uma iniciativa da AMNB - Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras, mas, atente! A intenção é conseguir aglutinar o máximo de organizações de mulheres negras, assim como outras organizações do Movine (Movimento Negro), sem dispensar o apoio de organizações de mulheres e de todo tipo de organização que apóie a equidade sócio-racial. Sem dúvida, o protagonismo é de MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS.


Data escolhida:

O ano de 2015 marcará os 320 anos do assassinato de Zumbi dos Palmares, o qual, como qualquer outra pessoa, teve mãe, e provavelmente, negra. O dia escolhido para essa grande marcha foi o 28 de setembro – “Dia da Mãe Preta”. Neste dia, no ano de 1871, foi assinada LEI Nº 2040, que veio a se chamar Lei do Ventre Livre. Tod@s nós sabemos que a referida lei, bem como a Lei do Brasil nº 3.270, de 28 de setembro de 1885 (Lei dos Sexagenários) e a Lei Imperial n.º 3.353, 13.05.1888 (Lei Áurea), não cumpriram a função para a qual pretensamente se destinavam; aliás, a Lei do sexagenário, ao fim e ao cabo, desobrigou dar apoio ao escravizado maior de 60 anos - os senhores puderam “botar no olho da rua” os escravizados, os quais não tiveram direito ao “FGTS”. A Lei do Ventre Livre, a rigor, pode ser considerada a origem do problema da criança abandonada (sobretudo negra). Acreditamos, por motivos diversos, que a marcha das 100 mil mulheres negras será importante para resignificar o Dia da Mãe Preta.

Assim, conforme diz nosso primeiro convite, marcharemos em homenagem às nossas ancestrais e em defesa da cidadania plena das mulheres negras brasileiras, porque:

- nós mulheres negras (pretas + pardas) somos cerca de 49 milhões espalhadas por todo o Brasil;
- o racismo, o machismo, a pobreza, com a desigualdade social e econômica, tem prejudicado nossa vida, rebaixando a nossa auto-estima coletiva e nossa própria sobrevivência;
- o fortalecimento da identidade negra tem sido prejudicado ao longo dos séculos pela construção negativa da imagem da pessoa negra, especialmente da mulher negra, desde a estética (cabelo, corpo, etc.) até ao papel social desenvolvido pelas mulheres negras;
- as mulheres negras continuam recebendo os menores salários e são as que mais têm dificuldade para entrar no mundo do trabalho;
- a construção do papel social das mulheres negras é sempre pensada na perspectiva da dependência, da inferioridade e da subalternização, dificultando que nós possamos assumir espaços de poder, de gerência e de decisão, quer seja no mercado de trabalho, quer seja no campo da representação política e social;
- as mulheres negras sustentam o grupo familiar desempenhando tarefas informais, que as levam a trabalhar em duplas e triplas jornadas de trabalho;
- ainda não temos os nossos direitos humanos (direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais) plenamente respeitados.

O Convite-convocação é geral:

Temos interesse especial em mobilizar: meninas negras, adolescentes e jovens negras, do campo e das cidades; negras enfermeiras, negras professoras, negras empregadas domésticas, negras quilombolas, negras prostitutas, negras médicas, negras ligadas às religiões de matriz africana; negras cujos filhos/as foram assassinados pela polícia, negras lavadeiras, negras cozinheiras, negras da construção civil, negras cristãs (católicas, anglicanas, presbiterianas, batistas, testemunha de Jeová, assembleianas,...), negras desportista, negras artistas, negras atéias, negras portadoras de deficiência, negras regueiras, negras rapers, negras funkeiras; negras garis, negras empresárias, negras que conseguiram cursar o terceiro grau; negras cujos parentes foram assassinados nos episódios do Carandiru, Candelária, Vigário Geral, Eldorado dos Carajás e outros massacres; negras lésbicas; negras bissexuais, negras transsexuais; negras modelos, negras sem terra, negras atingidas por barragens, negras sem teto, negras ribeirinhas, negras extrativistas, negras não alfabetizadas; negras que foram mal atendidas no sistema de saúde). Ou seja, todas as mulheres negras, inclusive, e principalmente, as quem foram e/ou estão sendo discriminadas por vizinhos, por  médic@s, por dentistas e outros, mas que têm se sentido impotente diante de tão grande opressão.

O tamanho da marcha:

O Brasil tem a maior população negra fora da África e nós mulheres negras (pretas+ pardas) somos cerca de 49 MILHÕES, assim, 100 mil será apenas uma pequena delegação. Então, a idéia é viabilizar o deslocamento à Brasília, da representação de, pelo menos, 2.000 municípios (o total é 5.564), deverá sair um (01) ônibus, com 40 meninas-adolescentes-jovens-adultas-idosas negras.

Preparação:

Na capital de cada Estado haverá espaços de referências que agregarão uma ou mais organizações negras que funcionarão como Ife-nulé, (que significa referência, em yorubá). Cada Ife-nulé ficará responsável por garantir a capilaridade para os municípios, os quais poderão, por sua vez, ter seus próprios Ife-nulé.

O propósito maior:

O processo de mobilização e preparação será um dos maiores ganhos da marcha. Oficinas ligadas às mais diversas expressões da cultura negra de cada estado-município poderão ser realizadas; oficinas ligadas à geração de renda, de apropriação de novas tecnologias e outras, poderão servir de base para o estímulo ao aumento da auto-estima coletiva das mulheres negras deste país.

Chamamento à solidariedade:

AMNB – Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – convida a todas para construir e participar da Marcha das 100 mil mulheres negras. Nosso objetivo, entre outros, é exigir do estado brasileiro, bem como de todos os setores da nossa sociedade, respeito e compromisso com a promoção da equidade racial e de gênero, a fim de que possamos exercer plenamente os nossos direitos como cidadãs brasileiras e construtoras históricas do Brasil.
 O desafio é grande, mas, enfrentar problemas, até então, sempre foi especialidade DE TODA mulher negra!
 http://2015-marchadascemmilmulheresnegras.blogspot.com/

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ANO BOM, 2012

QUE VENHA O ANO DE 2012, TRAZER OPORTUNIDADES PARA TODOS OS CIDADÕES AFRODESCENDENTES NESTE PAÍS

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

NEGROS INVADEM OS PALCOS CARIOCAS

Posted: 26 Dec 2011

Mês de dezembro e no início de janeiro, três espetáculos, todos musicais, estão dando o que falar.

“Galanga, Chico Rei” e “Missa dos Quilombos” contam histórias da resistência negra. A primeira peça mostra a vida de um rei do Congo, que se torna herói no Brasil. Já o segundo – com canções de Milton Nascimento -, mostra a dura realidade dos negros nos quilombos.

Fechando com chave de ouro, o mais comentado musical da cidade, “Tim Maia” segue a todo vapor no Teatro Oi Casagrande.
Veja detalhes de cada espetáculo

Galanga, Chico Rei


 Uma história de escravidão, mas com final feliz. Assim é o musical “Galanga, Chico Rei”, que conta a vida do homem que trouxe a Congada para o Brasil. Com texto e trilha original de Paulo César Pinheiro – um dos grandes nomes da MPB, com mais de 2 mil composições – a peça é dirigida por João das Neves, e apresenta um elenco de doze atores de Minas Gerais, Maurício Tizumba, Alysson Salvador, Bia Nogueira, Denilson Tourinho, Evandro Passos, Everton Coroné, Felipe Gomes, Kátia Araccelle, Lucas Costa, Maíra Baldaia e Rodrigo Jerônimo onde aconteceu a maioria dos ensaios.

O ritmo apresentado no palco é a congada – bailado dramático tradicional em vários estados, principalmente em Minas Gerais – que é acompanhado pelos figurantes através de cantos, danças, cortejos, cavalgados, levantamento de mastros e muita música. Através da música, a encenação também aborda a história tradicional do Brasil sob a identidade afro-brasileira e a trajetória de Chico do Congo às terras brasileiras. Para compor a cenografia, o palco toma forma de um quartel de congadeiro, local onde são realizadas festas e cerimônias, apresentando o congado e suas coreografias.

Autor de “Galanga, Chico Rei”, Paulo César Pinheiro conta que o espetáculo propiciou um aprofundamento histórico para ele e para o público. “Do famoso Chico Rei, nossa história oficial não conta muita coisa. Não existem documentos a seu respeito. Há romances que são inventados, mas a história de Chico Rei é verdadeira na medida em que ela representa coisas acontecidas com muitos negros escravos”, diz. “Este espetáculo resgata o mito pela figura do Pai Grande que conta a história de Chico Rei aos jovens congadeiros, evocando e valorizando a tradição oral para a reconstrução de nossa história”.


Missa dos quilombos

Visto por mais de 65 mil espectadores, sucesso de crítica, Missa dos Quilombos é um manifesto abolicionista de todas as escravidões e é um convite ao respeito à diversidade das manifestações religiosas.

Com músicas de Milton Nascimento, textos de Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra e direção geral de Luiz Fernando Lobo, Missa dos Quilombos traz a história dos negros no Brasil misturando o rito católico com as expressões da cultura afro-brasileira. Com direção musical de Túlio Mourão e direção de percussão de Robertinho Silva, o musical conta com 31 artistas em cena e canta os novos Quilombos, as novas formas de resistência, as novas utopias.

Tim Maia – Vale Tudo
O musical dirigido por João Fonseca conta a vida de um dos maiores ídolos da música brasileira. Tim Maia, conhecido pela irreverência, o bom humor e, infelizmente, também pelos problemas com o abuso do uso de drogas e álcool, apontado como principal motivo para a morte prematura, aos 55 anos, em 1998.
O espetáculo estrelado por Tiago Abravanel, de apenas 23 anos, relata a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte, passando pelo período que morou em Nova York, as primeiras bandas – uma delas teve como integrante o atual “Rei” Roberto Carlos – e os sucessos pop nas décadas de 70, 80 e 90.
Ao longo da peça, o público poderá cantar junto hits como “Vale tudo”, “Não quero dinheiro”, “Chocolate”, entre outras faixas conhecidas não apenas do Leme ao Pontal, mas também do Oiapoque ao Chuí.
Vale  a pena assistir os movimentos negros teatrais dando visibilidade da atuação do negro do Brasil de outrora  e de hoje.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TROFÉU CULTURA NEGRA

                               


A Comissão de Cultura deste colegiado necessita acompanhar a evolução das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos, com vistas à premiação, nos desfiles da Pista de Desfile Darci Ribeiro (Sambódromo), Estrada Intendente Magalhães, na Avenida Cardoso de Moraes e Avenida Rio Branco, em acordo com os objetivos propostos.
O Troféu Cultura Negra no Carnaval é um prêmio instituído pelo COMDEDINE-RIO – Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro, na Cidade do Rio de Janeiro, para agraciar, desde 1995, as Instituições de Samba que se destacam com abordagem, em seus enredos, de assuntos referentes às origens e expressões históricas e culturais da Comunidade Afro-brasileira, sendo um incentivo ao trabalho que tem potencialidade para contribuir no resgate das raízes do povo negro no Brasil, e ao mesmo tempo uma chamada de atenção na direção dos artistas que, coletivamente, constroem o sucesso da maior festa popular do povo carioca, mundialmente conhecida como uma das grandes expressões culturais do planeta. O troféu traduz-se numa estatueta representativa de um corpo humano que desenvolve passos de samba enquanto toca um tamborim (instrumento, tão antigo quanto atual, de tão pequeno porte quanto de tão grandes possibilidades), foi idealizada pelos pesquisadores do COMDEDINE, os senhores Bernardes Filho e Jaci Guimarães, e criada pelo artista plástico Cláudio Barros. Assim, a estatueta, reunindo harmoniosamente a arte plástica e a rítmica, demonstra a versatilidade, o dinamismo e o poder de comunicação do Ser Negro através da representação simbólica do Samba, conhecido e reconhecido em nosso país e por diversas nações.
Tanto por nossa arte, imagem viva de nosso potencial humano, quanto pelo trabalho consciente e eficaz de nossas agremiações, vamos revelando o valor do nosso povo.
O critério para a premiação será aplicado pela Comissão de Avaliação criada pela Comissão de Cultura e aprovada em Plenário do COMDEDINE-RIO.
Fonte: Site Prefeitura http://www0.rio.rj.gov.br/comdedine/

terça-feira, 15 de novembro de 2011

MONUMENTO À LUTHER KING FOI INAUGURADO HOJE NOS EUA

14/11/11
O presidente Barack Obama, e milhares de integrantes da comunidade afrodescendente nos Estados Unidos, que têm 39 milhões de pessoas (12,6% da população), compareceram em Washington para homenagear Martin Luther King, defensor dos direitos dos negros e Prêmio Nobel da Paz, na inauguração de um monumento em sua homenagem.


Quase meio século passou desde o discurso histórico e “nosso trabalho, o de King, ainda não está completo”, acrescentou o presidente, ao lembrar que resta muito a fazer na luta contra a pobreza e a desigualdade.

O memorial de Martin Luther King, localizado perto do National Mall, a imensa esplanada ao sul da Casa Branca, foi inaugurado 48 anos depois que uma manifestação a favor dos direitos civis reuniu, no mesmo local, 250.000 pessoas, em um momento em que os negros lutavam por embarcar no mesmo ônibus que os brancos ou frequentar a universidade.

Desde então, quase todos os americanos, tanto negros (85%), quanto brancos (90%), concordam em que o respeito aos direitos dos afrodescendentes teve avanços, segundo pesquisa do Gallup, publicada no final de agosto no jornal USA Today.

Cinquenta e um por cento dos entrevistados, ou 54% dos negros e 49% dos brancos, consideram que o sonho da igualdade racial de King se cumpriu nos Estados Unidos.

“Lembremos que há 50 anos a segregação era lei e havia ‘códigos negros’”, que estabeleciam regras de convivência dos negros na sociedade americana, explicou à AFP Hilary Shelton, vice-presidente da organização mais antiga de defesa das minorias, a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês).

Graças a Martin Luther King, “nosso país tomou uma direção muito melhor. Avançamos muito, mas ainda resta muito a fazer”, acrescentou.

Inf; Revista Afro

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O NOVO HOMEM ARANHA É NEGRO


 A notícia que abalou o mundo em quadrinhos, leia mais no link abaixo

Revista Afro - O Universo Negro Online

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domingo, 7 de agosto de 2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

OS SUPER HERÓIS NEGROS

                        

Você lembra de um super herói negro?
E o Lothar, e a heroina Tempestade, e o Ororo,
e o Super Choque e o Jeremias da Mônica?
Então leia o link abaixo e descubra mais..
Revista Afro - O Universo Negro Online

domingo, 26 de junho de 2011