segunda-feira, 17 de abril de 2023


Touca de cetim: o acessório que virou o hit dos famosos.

O acessório foi visto sendo usado pela turma do BBB 2022; Jade Picon, o Luciano Estevan, a atriz Maria, a Brunna Gonçalves. 

Mas antes de ser moda, há muito tempo atrás na época de nossas sábias avós já se usava a touca de tecidos sintéticos para proteger os cabelos e para mantê-los sedosos e brilhantes.

Explico os benefícios e como usar o acessório mais requisitados pelas mulheres de cabelos volumosos.
Atualmente a touca de cetim é um acessório muito usado para proteger os fios do Fritz e da perda da definição na hora de pôr a cabeça em um travesseiro.
Acontece que a trama do tecido de cetim é diferente do tecido de algodão, um material altamente absorvente que acaba retirando toda a água dos fios capilares, da hidratação feita nesses fios. O algodão é muito usado nas fronhas dos travesseiros.
Já o tecido de cetim que é composto de fibras sintéticas lisas e macias e preserva
a fibra do cabelo evitando o tal Frizz porque não retém, não absorve a água presente nos fios do cabelo (ao receber cuidados e tratamentos com produtos que contém elementos hidratantes e condicionantes para os fios) e outro benefício é que o tecido de cetim diminui o atrito do cabelo com o travesseiro porque a superfície do tecido de cetim é lisa e macia como observado na imagem ao lado.


O uso da touca de cetim traz grandes benefícios:
- Mantém a finalização e o condicionamento do tratamento feito nos fios, o que garante um aspecto mais definido dos fios do cabelo ao se levantar.
- Nos cabelos crespos, cacheados, encaracolados, e ondulados conserva o formato das ondas e dos cachos desses fios mantendo-os brilhosos e condicionados . - Já nos cabelos lisos mantém o aspecto alinhado quando se faz acabamentos com escova, babyliss ou chapinha ajuda e muito a preservar o efeito por um bom tempo.
Frizz, O que é mesmo e por que ele acontece? Frizz é o resultado da fibra capilar arrepiada, ou seja a fibra do fio capilar é composta de várias escamas, por conta de um ressecamento e com a falta de hidratação, ficam abertas e levantadas resultando no aspecto frizz.
Os fios que tem diferentes níveis de curvaturas; os crespos, ondulados, encaracolados e os cacheados tendem a ficar mais ressecado porque a produção de óleo do couro cabeludo não consegue ir da raiz até as pontas dos fios, em função do formato desta fibra, daí resultando no aspecto sem brilho, ressecado, poroso e embaraçando facilmente.
Esse aspecto se apresenta também nos fios danificados, aqueles que recebem muito sol, muito vento, água do mar e os que não recebem cuidados com produtos hidratantes acabam desenvolvendo mais frizz devido a estas agressões .
Para diminuir e ter o controle do efeito sem brilho, ressecado e poroso (Frizz) é importantíssimo ter uma bons cuidados com o cabelo: banhos de cremes frequentes, xampus, condicionadores e finalizadores específicos para cada tipo de cabelo para uma boa hidratação e nutrição da fibra capilar.

A melhor maneira de usar touca de cetim.

É primordial que o cabelo esteja bem seco antes de colocar a touca, para não abafar o cabelo ainda úmido, porque pode causar fungos e caspas . A parte acetinada da touca de cetim deve estar voltada para os fios, envolvendo todo o cabelo, para isso é preciso que o tamanho da touca de cetim deve estar adequada ao volume e ao comprimento dos fios.
Outros acessórios de cetim que protegem os fios do cabelo.

A fronha de cetim além de evitar a fricção dos fios no travesseiro traz benefício para a pele do rosto mantendo a pele hidratada. Já o lenço de cetim é ideal para proteger o cabelo de poeira ou vento quando se está em movimento.
E temos também os prendedores de elásticos forrados em tecido de cetim para prender o cabelo tipo rabo de cavalo ou coque, traz o benefício de não arrebentar os fios ao manusear o elástico no cabelo.

Encontre opções de toucas, fronhas, elásticos de cetim no link abaixo 👇

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A VIDA VIVIDA DO CARLOS EUGENIO "KAKÁ"



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Despedida de 2018


No último dia do ano de 2018 retorno a postar nesta página, já que algum tempo não o fazia.
A despedida de um filho, de um  irmão, de um sobrinho, de um amigo e de um pai muito querido que Carlos Eugenio *Kaká* foi.
A despedida de um ano travado de muita mas muita luta mesmo que por hora vencida mas não desistindo pois somos uma família de muita resistência.
Embora o meu filho tenha tido uma breve passagem entre nós vivente e sobreviventes desda violência que assola o Rio de Janeiro, já que aos 31 anos de idade após receber um projétil(bala de arma de fogo) na medula quando vítima de um assalto em plena via pública (março/2017) e um ano(junho/2018) após foi acometido por uma leucemia rara "mieloide-linfóide", e dois meses depois de passar por quimioterapia e já com alta marcada, uma infecção hospitalar (INCA da praça Cruz vermelha/RJ) o levou de nós, em pleno aniversário (agosto) dele e do filho Arthur Luiz 6 anos.  Carlos Eugenio  jovem simples teve  uma vida intensa e muitos momentos felizes no aconchego da família e familiares e amigos. 
Depois desse 31 de dezembro de 2018 virar o próximo ano que virá o próximo ano e o próximo...


Só fica os momentos marcantes de um rapaz que brindava a vida ao seu modo.

segunda-feira, 26 de março de 2018

A estética Negra através dos cabelos crespos tranças dreads

Nagô, dreads, cabelo black estão longe de serem  modinha. Por trás da estética existe história; são histórias que envolvem sabedoria e resistência.

O termo "Dreadlocks" vem de um movimento de guerreiros que juraram não cortar seu cabelo até que Haile Selassie, o imperador da Etiópia nesses tempos, fosse libertado do exílio após conduzir a resistência contra a invasão italiana.

O cabelo desses guerreiros se enredou e começou a se fechar com o tempo.

Como os guerreiros com os cabelos emaranhados foram "Temidos" (Dreaded em inglês),o termo "Dreadlocks" se popularizou.

O conceito, ou o "estilo" de dreadlocks não surgiram como uma moda, ou como um simples penteado. Para além disso, surgiu com um significado evidente, e muitas vezes, carrega até hoje um significado implícito. Um significado de luta constante.

Por falar em estética negra. vou trazer uma historinha

Se cada criança, cada jovem, cada adulto ou idoso negro não se encantar pela sua cor de pele, não se afeiçoar ao formato de seu nariz, não apreciar o tipo e a cor dos seus cabelos, não consegui identificar beleza alguma em seus olhos. É importante entender e dizer com todas as palavras que esta pessoa não se sente confortável, sendo aquilo que é ser uma pessoa negra, é preciso entender que quando é necessária uma pessoa desconfigurar e apagar as marcas de sua natureza estética para obter uma aparência estética mais desejável, mais aceitável, percebe-se que algo precisa ser apresentado para esta pessoa tomar conhecimento da grandeza de beleza que existe na figura estética da pessoa preta.  A beleza da pessoa preta se encontra além da estética aparente, se encontra nas raízes e origens de sua ancestralidade Africana. (Educadora social - Sonia Lage - 2018)


A AFROPERSONAGEM AFROBELLE 

Surge da observação de uma estagiária em pedagogia (2016) ao perceber o trauma de uma menina negra de 6/7 anos da turma dos anos iniciais de uma escola municipal de Nilópolis/RJ, uma menina com extrema timidez, nervosa, se achava feia por causa das pilhagens, bullying, e a exclusão que sofria da turma, principalmente das meninas e não recebia a mediação adequada da professora.   

AFROBELLE.

Então, Afrobelle uma garotinha caladinha, triste quando ia pra escola com a cabecinha baixa e muito triste chegava na escola com a carinha desanimada. Ela olhava para professora e os coleguinha muito triste e desanimada e às vezes até chorava, não gostava de brincar e as pessoas e as crianças a chamavam de feia: Sua feiosa! vai para lá feiosa. Ela é muito feia! 

Um dia chegando da escola em casa ouviu ainda do lado de fora uma voz diferente dentro da casa, ela entrou devagarinho sem que ninguém a visse, espiou pela janela e viu uma senhora de cabelos grisalhos, e quando esta senhora se virou, a menina que era muito triste, arregalou os olhos e gritou: vovó!  e correu para os braços da Senhorinha que falou: ah! minha netinha que saudade.  Eu trouxe um presentinho para você, que eu mesma fiz com muito carinho e a menina olhou arregalou o olho mais uma vez: uma boneca! mas ela é preta vovó!? E a vozinha falou:  - sim minha querida, essa linda boneca com essa cor de bombom, com esse cabelo pretinho igual as asas de graúna é uma linda bonequinha, que é para ser sua amiguinha.                                                                                                   Ela é linda vovó?  Perguntou a netinha. Sim, muito linda, disse a vozinha, de onde ela vem é do mesmo lugar de onde você vem, de um lugar onde só tem pessoas assim, pretinhas, cabelos crespos, bastante anelados, cheio de curvas, pele de bombom torrado, kkkk. Mas são as criaturas mais lindas, são educadas, são boas de coração sou muito inteligente, elas crescem e se tornam mulheres lindas, verdadeiras princesas, elas cuidam dos cabelos, coloca porções de creme nos cabelos, elas se perfumam, colocam fitas coloridas, faixas coloridas, adornos, lenços coloridos, se veste como uma princesa.

 Sabe de onde essas criaturas vem !? Elas vieram de um continente onde as pessoas da cor do bombom, lá do continente chamado África, lá tem muitos lugares que se chama países, são lugares grandes que tem grandes cidades, que tem pessoas lindas, tem homens fortes, tem meninos espertos, tem meninas inteligentes e espertas, fortes valorosas uma princesa.

E Afrobelle disse, mas eu não sou princesa vó, se eu venho de lá eu não sou igual essa boneca da sua história, pois os colegas da escola, todo mundo aqui me chama de feia. Meu cabelo é embolado, sou muito preta, me chama de vários nomes, menos de linda, menos de bonita. Vó, acho que minha mãe e meu pai não gostam de mim, porque eu sou preta e feia, meu cabelo é feio, é muito duro, não consigo pentear, não consigo ficar bonita e nem loira igual a minha boneca velha.

Pois então minha belinha, você não está sendo bem cuidado, mas a vovó trouxe cremes, trouxe fitas e enfeites para o seu cabelo e eu vou ensinar a você cuidar e arrumar o seu cabelo pra ficar bonito. Você vai ver como todo mundo vai ficar espantada. mas por hora você vai brincar com sua boneca. Você não gostou dela? você não a acha linda? então você vai ficar tão linda quanto a boneca. Vai brincar vai Afrobelle. E a menina correu para o quarto e foi brincar com a boneca em frente a um pequeno espelho e ela ficou olhando para boneca e celebrante imaginando como ela iria ficar tão linda quanto a Afrollete a boneca de pano que a vozinha lhe deu.

Autora Sonia Lage

quarta-feira, 18 de março de 2015

ESPELHO, ESPELHO MEU EXISTE..




BÁRBARA LAGE / NEGRA SARARÁ

DE REPENTE A MULHER NEGRA SE VER REPRESENTADA ATRAVÉS DE UM SIMPLES PENTEADO AFRO, DE TRANÇAS ESTILO AFRICANO OU MESMO  FAIXAS TORCIDAS ORA ACOMODANDO, ORA ENFEITANDO AS VASTAS CABELEIRAS.  E VOCÊ PARA PRA PENSAR NO QUE TÁ ROLANDO, SERÁ MODA?  SERÁ ESTILO?
 
                                                                               
NEM TANTO É APENAS O RESULTADO DA GLOBALIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES, HOJE NÃO TEMOS SOMENTE AQUI NO RIO A ZONA SUL OU NAS GRANDES CIDADES DO PAÍS UM GRUPO PEQUENO ELETIZADO QUE DITA A MODA E ALIÁS NEM ANTES, SÓ QUE NÃO SABÍAMOS FALTAVA A TROCA DE INFORMAÇÃO. PODE-SE ATÉ COLOCAR QUE A REFERÊNCIA DE MODA VEM DAS RUAS MAS SE TRANSFORMA  EM DITADURA APÓS PASSAR PELA MÃOS DOS "ENTENDIDOS" DE MODA E MONOPOLIZA-LA.

CABELOS CRESPO ERA FEIO, O BONITO ERA CABELOS CHAPINHADOS, ROUPAS COLORIDA ERA BREGA, ESTILO FINO SÃO OS TONS NEUTROS E PASTÉIS E POR AÍ VAI... AO PONTO DE NÃO SE IMPORTAR COM A CULTURA DOS GRUPOS ÉTNICOS QUE COMPÔEM TODA SOCIEDADE.


XÔ PRA LÁ DITADURA DE ESTÉTICA! A INFORMÇÃO GLOBALIZADA TROUXE À- TONA A CULTURA DE UM POVO QUE TEM SEU ESTILO, QUE TEM SUA IDENTIDADE, QUE TEM SUA ALEGRIA DE VIVER.

PÔR PRA FORA ESTA ALEGRIA, DEIXAR REFLETIR AS CORES, OS GESTOS, A CULTURA, AS FORMAS DE SER FELIZ É NO MÍNIMO COISA DE HUMANO INTELIGENTE QUE TODOS NÓS SOMOS.

HAJA VISTO O SUCESSO DE PÚBLICO E TROCA DE RELACIONAMENTOS ACONTECIDO NO EVENTO  DO ENCONTRO MEU CACHO & MEU CRESPO PROMOVIDO POR NEGRA SARARÁ NA PESSOA DE  BÁRBARA LAGE, NO DIA 1º DE MARÇO/15. 


ERA UM SIMPLES ENCONTRO DE AMIGOS QUE TINHAM INTERESSES E GOSTOS  PELO CABELOS E ESTILOS QUE RETRATAM SUAS IDENTIDADES.
BÁRBARA LAGE/NEGRA SARARÁ




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

NEM TUDO QUE PENSAM SOBRE A ÁFRICA É VERDADE


É interessante esse artigo que revela pontos importantes sobre a África que encontrei na Revista Afro online. 

Nem tudo o que as pessoas pensam sobre a África é verdade. E uma jornalista da Namíbia, Christine Vrey, decidiu provar que nem tudo o que parece é a realidade no continente. Revoltada com a ignorância das pessoas com quem já conversou a respeito de seu continente natal, Cristine elaborou uma lista com os 10 maiores mito sobre a África.
Segundo ela, o mundo ocidental sabe muito menos do que deveria sobre o continente africano, pecando por ignorância e preconceitos. Confira a lista:

1 – A ÁFRICA É UM PAÍS: Pode parecer inacreditável, mas muitas pessoas, segundo ela, ainda pensam que a África inteira é um país só. Na verdade, o continente africano tem 61 países ou territórios dependentes, e população superior a um bilhão de habitantes (o que faz deles o segundo continente mais populoso, atrás apenas da Ásia).


2 – TODA A ÁFRICA É UM DESERTO - Dependendo das referências (alguns filmes, por exemplo), um leigo pode imaginar que a África inteira seja um deserto escassamente povoado por beduínos e camelos.  Mas apenas as porções norte e sudoeste do continente (desertos do Saara e da Namíbia, respectivamente) são assim; a África apresenta um rico ecossistema com florestas, savanas e até montanhas onde há neve no cume.


3 – TODOS OS AFRICANOS VIVEM EM CABANAS - A fama de continente atrasado permite, segundo Vrey, que muitas pessoas achem que a população inteira habite cabanas com paredes de terra e teto de palha. A África, no entanto, tem moderníssimos centros urbanos nos quais vive, na realidade, a maior parte da população. As pessoas que habitam tais cabanas geralmente vêm de grupos tribais que conservam suas vilas no mesmo estado há muitas décadas.



4 – AFRICANOS SE ALIMENTAM COM COMIDAS ESTRANHAS E SELVAGENS- Uma cidade africana, de acordo com a jornalista, se assemelha a qualquer outra localidade ocidental no quesito alimentação: pode-se encontrar qualquer lanchonete de fast food, por exemplo. Christine explica que os hábitos alimentares dos africanos não diferem muito do nosso, exceto pelo que se come em algumas refeições, como o “braai” (o equivalente ao nosso churrasco).


5 – HÁ ANIMAIS  SELVAGENS POR TODA PARTE - Em uma cidade africana, você verá o mesmo número de leões ou zebras que encontraria nas ruas de qualquer metrópole mundial: zero. Não há absolutamente nenhuma condição favorável para eles nos centros urbanos, é óbvio que vivem apenas em seus habitat naturais. Se você quiser ir à África com o intuito de observar animais selvagens, terá que fazer uma viagem específica para esse fim.



6 – A ÁFRICA É EXCLUÍDA DIGITALMENTE - A jornalista Christine conta que ainda conversa com pessoas, pela internet, que ficam surpresas pelo simples fato de que ela, uma africana, tem acesso a computadores e internet! nUm dos interlocutores da jornalista chegou a perguntar se ela usava um computador movido a vapor. Ela explica que a tecnologia não perde muito tempo em fazer seus produtos mais modernos chegarem até a África,  e que eles estão cada vez menos atrasados em relação ao resto do mundo.



7 – EXISTE UM IDIOMA ÚNICO “AFRICANO” - Da mesma forma que ainda há gente que considera a África um único país, também existem pessoas que imaginam todos os habitantes do continente falando a mesma língua. Christine explica que apenas na Namíbia, de onde ela veio, há mais de 20 idiomas usuais, incluindo mais de um “importado” e alguns nativos. Nenhum país do continente tem menos de cinco dialetos correntes.



8 – A ÁFRICA TEM POUCOS HOTÉIS - Não é uma missão impossível encontrar hospedaria em uma visita ao continente africano. As maiores cidades do continente dispõem de dezenas de hotéis disponíveis para turistas. Só nas oito maiores cidades da África do Sul, segundo Vrey, existem 372 hoteis.



9 – AFRICANOS NÃO CONHECEM BANHEIROS - Há quem pense, de acordo com a jornalista, que todos os africanos sejam obrigados a fazer suas necessidades atrás do arbusto ou em latrinas a céu aberto. Isso vale, segundo ela, apenas para as áreas desérticas e vilarejos afastados. No geral, uma casa na África dispõe de um vaso sanitário muito semelhante ao seu.


10 – TODOS OS AFRICANOS SÃO NEGROS – Da mesma forma que houve miscigenação de raças na América, devido às intensas migrações de europeus, a África também recebeu essas misturas. Na Namíbia, por exemplo, há famílias africanas brancas descendentes de franceses, holandeses e portugueses. Mas não há apenas isso: o continente também abriga grandes comunidades de indianos, chineses e malaios, de modo que não se pode falar em “raça africana”.
Christine Vrey também explica que não existe uma “raça negra”. Muitas pessoas, de acordo com a jornalista, acham que todos os negros são da mesma raça ou grupo étnico. Ela conta que já ouviu pessoas descreverem a própria descendência como sendo, por exemplo, ¼ britânicos, ¼ hispânicos, ¼ russos e ¼ “negros”.
Isso é um engano: há várias características físicas dissonantes entre os povos de pele escura. As diferenças começam pela própria tonalidade: alguns povos têm a pele mais “avermelhada” ou mais marrom do que outros, e alguns são menos escuros, sem levar em conta a miscigenação. Não é possível falar, portanto, em “negros” simplesmente.

Fonte: Kultafro

ref: Revista Afro.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

TRISTE ESTATÍSTICA ?


Ao ler  no site da Revista Afro, é  preocupante com o pouco avanço que a população negra tem tido no âmbito universitário, pelo menos é o que diz a pesquisa no texto a seguir.

 O Censo Demográfico de 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acaba de divulgar mais uma triste estatística. Todos as pessoas que se declararam negras, pretos ou pardos – que constituem 50,7% da população brasileira – são minoria entre os concluintes do ensino superior, segundo um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) feito a pedido do UOL.

Dos universitários que fizeram Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) em 2010, apenas 6,13% se declaravam pretos ou pardos.
 Na carreira de medicina, apenas 2,66% dos concluintes em 2010 eram da mesma cor. A estatística mostra que, apesar de serem maioria na população, são poucos os negros brasileiros que concluem o Ensino Superior.

 Em 2010, apenas 16.418 estudantes concluintes que prestaram o Enade se declararam negros de um total de 267.823 universitários. Em 2009, foram 35.958 negros dos 663.943 estudantes que fizeram o exame.
Em relação ao desempenho dos estudantes no Enade, os estudantes negros têm nota 1,7% menor do que os alunos não negros. Para o presidente do Inep, a diferença entre alunos negros e não negros é maior na educação básica, mas tem diminuído.  
O Enade

Criado em 2004, o Enade é aplicado anualmente pelo Inep e integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). O objetivo é avaliar o desempenho dos estudantes com relação aos conteúdos previstos nos cursos de graduação e avaliar a qualidade de cursos e instituições de ensino públicas e particulares de todo o país.
Participa do exame uma amostra selecionada de estudantes do primeiro e do último ano dos cursos. Para os selecionados que estão terminando a faculdade, a participação é obrigatória e condição indispensável para a emissão do histórico escolar. Estudantes não selecionados também podem fazer a prova como voluntários.
Na análise do Inep descrita nesta matéria, apenas os resultados de estudantes do último ano foram considerados.

Referência:  http://www.revistaafro.com.br/

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A VIDA DO NEGROS NA FRANÇA




A França é a nação europeia que possui mais negros em sua população, algo em torno de 8%. Ao todo, há cerca de três milhões de negros no país, graças às colônias francesas na África, como a Costa do Marfim, Senegal, e outros países do Norte. Anualmente, milhares de novos imigrantes deixam sua terra natal em direção ao país na busca por uma vida melhor.

Historicamente, a França sempre esteve aberta à mistura da população. Foi o primeiro país a abolir a escravidão, em 1794. No entanto, 218 anos depois, a vida para os negros não é assim tão fácil. Na periferia e em bairros mais afastados de Paris, é comum se deparar com frase de protesto (e preconceito) nas paredes de muros como: “Negro + Branco = Sujeira” ou “Negros, fiquem em seus países”.

Apesar de conviverem há anos com a população afro-descendente, uma parcela de franceses ainda vê a mistura de raças como um problema. Claro que há movimentos de apoio, no entanto, o preconceito ainda é forte e isso é fácil de se notar. Mas, nem tudo são mazelas e problemas.

Apesar do olhar de desdém de muitos franceses, na própria Paris, há alguns lugares em que a população é majoritariamente negra. Em bairros como a boêmia Montmartre, eles vivem em harmonia com os brancos.

- Vim morar na França em busca de oportunidades. Nem tudo era como eu pensei, mas me adaptei bem à vida aqui e estou melhor do que no meu país – diz Pierre Montére, atendente de padaria, oriundo do Senegal e pai de dois filhos franceses.

Nesse contexto de segregação, os negros aos poucos conquistaram seu espaço. Mais do que isso, apesar de viverem em outro país, eles valorizam sua cultura-natal. Em Montmartre, há lojas de roupas africanas e, em toda a capital francesa, os negros abusam de penteados afro, roupas típicas, e do orgulho de sua negritude.

Em 2002, o país criou a Rota das Abolições da Escravidão, que consiste em quatro cidades do leste francês, na região de Franche Comté: Pontarlier (onde está o Castelo de Joux, que aprisionou o líder negro Toussaint Louverture, abolicionista da República Dominicana), Champagney (que mantém o Museu da Negritude), Emberménil (município do Museu do Abade Gregório) e Fessenheim (que criou o Museu Victor Schoelcher, homenageando o parlamentar responsável pela lei da abolição dos escravos francesa).

Ao fazer essa visita, o turista descobre não apenas as belezas típicas do país, mas mergulha na história que refaz o caminho da abolição. A rota recebeu o apoio da Unesco, que instituiu 2004 como o “Ano internacional de comemoração da luta contra a escravidão e de sua abolição”.

Os negros são presença viva em Paris. Nas lojas de departamento, nas padarias, nos restaurantes, nos famosos cafés, nos principais pontos turísticos… A capital francesa possui bairros inteiros em que a cultura afro é evidente, como as ruas próximas à Place de la Republique, na região central da cidade. São salões de beleza, lojas de produtos especializados para o cabelo afro e até um museu, o Dapper, que reúne obras da África e inspiradas nela.

Apesar de tantas aberturas, conflitos entre negros e brancos são comuns. E, até mesmo para um estrangeiro, é fácil de perceber o olhar de desdém de alguns franceses para a população afro. Paris concentra, hoje, um dos principais conflitos entre negros e brancos em território europeu. Muitos afro-descendentes ainda estão nas periferia, vítimas do desemprego e da discriminação.

No futebol francês, casos de racismo são constantes. Em pesquisa recente, a maioria dos negros franceses declarou ter sido vítima de racismo em algum momento. Não faltam evidências. Apesar de tantos encantos, preconceito ainda é tabu na cidade-luz. Mas a luta não para.

Este ano, Harlem Désir, membro do Parlamento Europeu e ex-ativista anti-racismo, foi ungido próximo líder do partido dos socialistas franceses, tornando-se assim, o primeiro líder negro de um partido europeu. E não é só na política que a luta por uma sociedade igual se perpetua:

- Temos que valorizar a nossa cultura. Não é porque vivemos em outro país que vamos abandonar nossas raízes. Creio num futuro em que a França será ainda mais aberta para todos nós – sentencia Adelie Furlenier, filha de um imigrante negro com uma francesa branca.

Com apenas 13 anos, a jovem já entende o valor de sua cultura e o quanto o país e o pensamento precisam evoluir para gerar uma nação mais harmoniosa

Artigo da revista: Revista Afro

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

NÃO SE FAZ UM POVO CONSCIENTE SEM MEMÓRIA.



No tempo que não havia a comunicação rápida como hoje temos, os irmãos afrodescendente se organizavam e defendiam os seus direitos com muito mais  eficácia do que atualmente que temos tecnologia, recursos e aparatos legais. O que vemos hoje é um desdém, uma inércia contagiante que chega a ser humilhante ver cidadães e indivíduos serem desrespeitados e massacrados e o povo negro nem taí.

Orfeu Negro 1959 Completo



Vendo este filme revemos a cidade maravilhosa com seus habitantes cheios de alegria e molejos, além de ver a atuação divina de atores  negros brasileiros.
Orfeu negro é um filme ítalo - franco - brasileiro (fr: Orphée Noir; it: Orfeo negro) de 1959, do gênero drama, dirigido por Marcel Camus. O roteiro do filme foi adaptado por Camus e Jacques Viot a partir da peça teatral Orfeu da Conceição de Vinícius de Moraes.
A trilha sonora é de Tom Jobim e Luís Bonfá. Vinícius e Antônio Maria também tiveram músicas incluídas, mas, assim como Agostinho dos Santos, que interpretou a música-tema de Orfeu, Manhã de Carnaval, não receberam os créditos. O filme teve outra versão em 1999, sob o nome Orfeu, dirigida por Cacá Diegues.
É, à data, o único filme brasileiro a ter ganho o Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1960

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mulheres e negros foram os principais responsáveis pelo crescimento da classe média, aponta pesquisa.


Vejam essa notícia que encontrei em um pág. de economia. Agora a pergunta que fica no ar : A sociedade brasileira ainda ñ se deu conta da posição do negro, ainda?  Então vamos à pesquisa.

"De acordo com a pesquisa Vozes da Classe Média, realizada pelo instituto Data Popular, em 10 anos, os principais responsáveis pelo crescimento da renda da nova classe média foram as mulheres e os negros.
O aumento da renda foi de R$ 150 bilhões em 2002, para R$ 264,1 bilhões neste ano, um crescimento de 76%, entre as mulheres; e de R$ 158,1 bilhões para R$ 352,9 bilhões no mesmo período entre a população negra, um aumento de 123%.

O estudo, que será divulgado hoje em Brasília, ainda apontou que oito, em cada 10 integrantes da classe média, acreditam que a vida em geral vai melhorar. Esse otimismo se reflete, em primeiro lugar, na saúde (77% disseram que a própria saúde vai melhorar no próximo ano), vida afetiva (76%), o próprio bairro (76%), o próprio trabalho (74%), a própria cidade (74%), e, nas duas últimas posições, o Brasil (70%) e o mundo (63%).

A pesquisa foi encomendada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, em parceria com a Caixa Econômica Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para mapear as demandas e expectativas dos brasileiros." (por Marina Rossi)

Agora resta saber se a povo negro deste país tem conhecimento e consciência deste fato.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

OS DEZ MANDAMENTOS DOS NEGROS CATÓLICOS

A comunidade negra católica elaborou os dez mandamentos dos negros católicos que apontam um êxodo: saída de uma posição de grupo submisso da Igreja Católica para grupo participativo e também com direitos.
Veja OS DEZ MANDAMENTOS dos direitos dos negros católicos
1. Temos direito que nossa cultura seja reconhecida e integrada a vida diária da Igreja (Santo Domingo 249).
2. Temos direito a uma liturgia aculturada que valorize o fato de que somos um povo negro, filhos e filhas amados de Deus.
3. Temos direito a que os instrumentos musicais de nossa cultura (pandeiro, atabaque, agogô, berimbau...) participem ativamente do louvor ao Senhor nas celebrações.
4. Temos direito de ver nossos filhos e filhas fazendo papel de anjos nas coroações de Nossa Senhora e outras celebrações da Igreja.
5. Temos direito de ver mulheres e homens negros, entre os escolhidos para desempenhar as funções de ministros e ministras da Eucaristia e de diáconos casados, na mesma proporção populacional católica dos afrodescendentes.
6. Temos direito a que seja reconhecido o novo despertar vocacional para o sacerdócio dos jovens negros e a que estes não sofram nenhum tipo de discriminação no período de formação por haver cursado escolas de qualidade inferior nos cursos anteriores, etc.
7. Temos direito de ver aumentar o número de estudantes negros nas escolas católicas, assim como nas Pontifícias Universidades Católicas. Para tanto, temos o direito de organizar cursos alternativos com acesso para negros dentro dos recintos eclesiais.
8. Temos direito de ajudar a fazer uma revisão ampla dos catecismos, retirando deles todos os pontos de vista racistas contra o negro acumulados ao longo dos anos, fazendo assim surgir um novo catecismo aculturado.
9. Temos direito de ver as mulheres negras reconhecidas em sua vocação à vida religiosa nos conventos, sem ter de embranquecer-se previamente, e sim, ao contrário, vivenciando plenamente a cultura afro-brasileira recebida de Deus.
10. Temos direto a ter mais bispos e cardeais negros a serviço da Igreja nas regiões com predomínio de população afro-brasileira e nas demais regiões.
ÊXODO E AFRODESCENDÊNCIA
Os cinco séculos de escravidão ou exploração dos afrodescendentes na América Latina e Caribe, além da situação de miséria econômica e social, trouxeram-nos outra conseqüência grave: a auto-rejeição. De cada dez afrodescendentes da América Latina e Caribe oito, em diferentes níveis, negam sua identidade. O grande êxodo, a grande libertação que a comunidade afrodescendente está processando nesta atual fase é esta:
"Assumir a própria identidade como dom de Deus e condição básica para acelerar o processo de autolibertação, ajudando a sociedade a perceber e libertar-se de seus preconceitos, a partir da nova postura de autoconsciência dos afrodescendentes".
Sinais do novo êxodo
Nos quatro cantos da América Latina e Caribe percebemos os sinais deste novo êxodo. O que está sendo o eixo propulsor desta libertação é justamente a autodescoberta e autovalorização da própria comunidade afrodescendente e seus direitos. Eis alguns sinais:

1) Cresce em toda América Latina e especialmente no Brasil o numero de negros e negras que passam a colocar em seu coração a opção por fazer um curso universitário.

2) Cresce o interesse e a valorização pelas articulações amplas na comunidade afrodescendente. É o caso do VII EPA (Encontro de Pastoral Afro-Americana e Caribenha) que aconteceu no ano 2000 em Salvador - Bahia.

3) Surgem em várias regiões da "Pátria Grande" associações para conscientizar e combater a anemia falciforme, doença que atinge, em maior proporção à população afrodescendente e que está causando muitas mortes por desconhecimento dos médicos e dos próprios doentes. A doença, cuja incidência é considerada alta, manifesta-se em pelo menos uma pessoa a cada 500 afrodescendentes. Daí a necessidade de lutarmos por políticas públicas.

4) As denúncias dos afrodescendentes passam a ser bem fundamentadas e está estão chegando as diferentes instâncias de poder do mundo. É o caso da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que enviou carta ao governo brasileiro dando prazo até o ano de 1999 para apresentar um plano de políticas públicas para combater a discriminação contra mulheres e afrodescendentes no campo, da opção por empregos e valor do salário. Por exemplo: o salário médio dos homens brancos é de 6,3 salários mínimos e o dos homens afrodescendentes é de 2,9 salários mínimos. Das mulheres brancas é de 3,65 salários mínimos e das mulheres negras é de 1,7 salários mínimos.

5) Em 30 de janeiro de 1998, o divulgado um relatório sobre direitos humanos no mundo e na América Latina. O Brasil e vários países da América são apontados como possuidores de políticas militares discriminatórias que violentam e perseguem os afrodescendentes; que exploram e matam crianças de rua cuja maioria são afrodescendentes; que 5% da força nacional de trabalho são crianças entre dez e catorze anos.

6) Cresce em várias dioceses, com presença marcante de afrodescendentes, a conquista de espaços para se criar uma Liturgia Inculturada Afro. Em especial no Brasil, Panamá, Colômbia e Equador.

7) Cresce o apelo da comunidade católica afrodescendente ao Vaticano, no sentido de também escolher sacerdotes afrodescendentes para o serviço episcopal. A mais recente resposta de Roma foi à indicação do Pe. Gílio Felício (Presidente Nacional da Articulação dos Padres e Bispos Negros do Brasil) para Bispo Auxiliar de Salvador, Bahia, cidade cuja população, em sua maioria (85%) são afrodescendentes.

8) A comunidade negra elaborou os dez mandamentos dos negros católicos que apontam um êxodo: saída de uma posição de grupo submisso da Igreja Católica para grupo participativo e também com direitos.

9) Estar em êxodo é a grande condição básica dos filhos e filhas da "Pátria Grande". Queremos sair do lugar de marginalizados, situação imposta pelas relações culturais opressora para uma nova situação. Uma terra prometida pelo Deus-Vida, que é chamado de Tupã, Canaxinê, Olorum, Deus-Pai e Mãe, Nzambi, Javé.
Escrito por FREI DAVID RAIMUNDO DOS SANTOS, OFM   


(Texto publicado na Agenda Latino-Americana de 1999 Páginas 50-51)
Disponibilizado pela CNBB em Fev/04

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Posted: 30 Aug 2012 06:22 AM PDT
Concorrem às eleições nove forças políticas, entre as quais cinco partidos –
Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, partido no poder desde 1975)
 União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA)
Partido da Renovação Social (PRS), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA)
Partido Popular para o Desenvolvimento (PAPOD)
E quatro coligações – a Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), a Nova Democracia (ND), o Conselho Político da Oposição (CPO) e a Frente Unida para a Mudança de Angola (FUMA).

Em 2011, a Constituição foi revista e agora os candidatos à chefia do Estado são apresentados pelo partido que ganhar as eleições parlamentares.
A campanha eleitoral decorreu num clima de críticas mútuas entre o partido governante (favorito nas eleições) e os principais partidos de oposição.
De acordo com a imprensa próxima do Governo, o MPLA, que já tinha sido vencedor nas passadas eleições de 2008, detém uma inquestionável vantagem. O Jornal de Angola, órgão oficioso, escrevia ontem : “O partido no poder detém uma superioridade que lhe advém da sua grande experiência de governação, durante a qual porventura nem tudo foram sucessos; e que por isso mesmo lhe permite ter muito mais para oferecer pela necessidade de ter que dar continuidade às obras gigantescas em curso e em especial no domínio da melhoria da vida das populações (…) O MPLA e o seu candidato foram recebidos em todo o lado com banhos de multidão, prova da confiança que o povo lhe deposita”.

A tensa luta política que se viveu durante a campanha eleitoral incluiu acusações duras da parte do partido governante aos adversários: o MPLA critica a oposição de não ter propostas concretas, de se limitar ao “discurso useiro e vezeiro da ditadura, da censura e da não existência de liberdade de imprensa”, de a oposição revelar “propostas meramente eleitoralistas e demagógicas, reveladores de ingenuidade governativa e vontade de enganar o eleitorado”.

As críticas do maior partido da oposição angolana, a UNITA, são antigas e prendem-se com “irregularidades” durante preparação das eleições. O seu líder, Isaías Samakuva, acusa a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de ter organizado “o pior processo eleitoral de sempre”. São alegadas ilegalidades no registro eleitoral, nos cadernos eleitorais, no mapa das assembleias de voto, na acreditação dos delegados, na entrega das atas e nos procedimentos para transmitir os resultados. No entanto, a CNE já veio dizer que as acusações são “infundadas”. O presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Silva Neto, afirmava esta semana que o processo de preparação das eleições gerais em Angola “está a ser conduzido com toda transparência”.

Já Isaías Samakuva afirma que não existem condições para realizar as eleições na sexta-feira, tendo pedido uma reunião de emergência com o presidente angolano e líder do MPLA.
Se José Eduardo dos Santos der uma resposta negativa, disse ontem Isaías Samakuva, a UNITA “isenta-se de responsabilidades pelo que vier a acontecer”.
“O objectivo é tentar fazer com que tenhamos eleições livres. Mas, objectivamente, não as teremos assim”, diz por sua vez Abel Chivukuvuku, líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), considerada a “terceira via” e que integra conhecidas figuras dissidentes dos dois maiores partidos.

A campanha eleitoral não passou sem um pequeno escândalo diplomático: a embaixada norte-americana em Angola fez sair há poucos dias um comunicado em que exorta a CNE a “credenciar imediatamente” os observadores eleitorais, designadamente os das organizações da sociedade civil angolana e chamou a atenção para os atrasos no credenciamento de “outros observadores internacionais”.
No dia seguinte, o Jornal de Angola criticou em editorial o comunicado da embaixada, acusando a representação diplomática “de falta de cortesia para com a Comissão Nacional Eleitoral”. Classificando o comunicado distribuído pela embaixada como “impróprio de uma representação diplomática, no qual são feitas afirmações desprimorosas para a dignidade da CNE”, o jornal escreve que a embaixada norte-americana “arroga-se o direito de dar ordens a uma instituição angolana independente”.

A tensão aumenta em Angola. Num país que esteve em guerra civil durante 27 anos, de 1975 a 2002, e que só conheceu a paz e o desenvolvimento nos últimos dez anos, são muitos os que têm medo que o confronto político venha a resultar em violência.
Amanhã saberemos se o povo angolano saberá escolher em paz o seu caminho e o seu futuro.
 E aqui vai a minha pequena opinião QUE DEUS PROTEJA ESSE POVO TÃO SOFRIDO E A JUSTIÇA REINE, JOGANDO POR TERRA TODA AÇÃO CONTRÁRIA DE UM POVO. LIBERDADE PRA GOVERNAR!

O post Amanhã o povo angolano vai escolher o caminho do país nas urnasapareceu primeiro em Revista Afro.

sábado, 4 de agosto de 2012

A ÚNICA MULHER AFRO LATINA NO PRINCIPADO EUROPEU!.

BONITINHA eu sou: MENINAS! SONHEM, VIDA DE PRINCESA EXISTEM.: Amor monárquico  A história de amor da estilista Angela Brown Bocatoriana e Maximiliano Príncipe de Liechtenstein  tornou-se  oficial em...

terça-feira, 29 de maio de 2012

COTAS

Posted: 28 May 2012 03:35 AM PDT
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal decidiu, em abril, que as cotas para estudantes negros agora são constitucionais, ou seja, obrigatórias por lei! A decisão vale para todas as instituições públicas que adotam ou pretendem adotar o critério racial em seus processos seletivos como forma de diminuir a desigualdade no acesso ao ensino superior.
Os ministros do Supremo entenderam que a cota é um instrumento legítimo para corrigir desigualdades e compensar a discriminação e a falta de oportunidades que os negros têm sofrido historicamente no Brasil.
Com representantes dos movimentos negros e de indígenas, a plateia aplaudiu ao fim do julgamento, quando o presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, declarou que o Brasil deve se orgulhar pela decisão tomada:
— Toda política de promoção racial que se dote de proporcionalidade e de razoabilidade deita raízes e repousa no regaço da Constituição brasileira. O princípio de unidade da Constituição chancela as políticas de promoção racial. A partir desta decisão, o Brasil tem mais um motivo para se olhar no espelho da história e não corar de vergonha.
Para o ministro Luiz Fux, a reserva de vagas é uma forma de “remediar desvantagens impostas por minorias em razões de preconceitos passados”. O ministro alertou para um “paradoxo do sistema”, segundo o qual “só chega na universidade pública quem estudou em escola privada”. Para ele, não há uma resposta plausível para essa injustiça.
— A opressão racial dos anos da sociedade escravocrata brasileira deixou cicatrizes que se refletem na diferenciação dos afrodescendentes. A injustiça do sistema é absolutamente intolerável — afirmou Fux.
Saiba como todos os 10 ministros votantes se posicionaram sobre as cotas:
LUIZ FUX: “Uma coisa é vedar a discriminação; outra coisa é implementar políticas que levem à integração social e étnica do afrodescendente diante dessas ações afirmativas, principalmente dessa integração social acadêmica. Viva a nação afrodescendente!”

ROSA WEBER: “A disparidade racial é flagrante na sociedade brasileira. A pobreza tem cor no Brasil: negra, mestiça, amarela… Quando o negro se tornar visível nas altas esferas da sociedade, política compensatória alguma será necessária”
CÁRMEN LÚCIA: ”As ações afirmativas não são as melhores opções, a melhor opção é uma sociedade com todo mundo livre para ser o que quiser. Isso é um processo, uma etapa, uma necessidade em uma sociedade onde isso não aconteceu naturalmente”
JOAQUIM BARBOSA: ”A História universal não registra nação que tenha se erguido de condição periférica a nação digna de respeito na política internacional mantendo no plano doméstico uma política de exclusão em relação a parcela expressiva da sua população”
CEZAR PELUSO: ”O que as pessoas são e fazem dependem das oportunidades que tiveram. (O) mérito é justo apenas em relação aos candidatos que tiveram a mesma oportunidade, não é possível usar o mesmo critério para quem no passado não teve as mesmas oportunidades”
GILMAR MENDES: “Em razão do modelo escravocrata de desenvolvimento, o acesso a universidade pública acaba dificultado, porque essa população é mais débil economicamente. Não se pode negar a importância de ações que levem a combater essa crônica desigualdade”
MARCO AURÉLIO MELLO: ”Falta a percepção de que não se pode falar em Constituição Federal sem levar em conta, acima de tudo, a igualdade. Precisamos saldar essa dívida, no tocante a alcançar-se a igualdade”
AYRES BRITTO: ”Quem não sofre preconceito pela cor da pele já leva uma imensa vantagem, já é beneficiário, não desfruta de uma situação desfavorecida imbricada a outros… Os brancos, em matéria de discriminação, nunca precisaram de Constituição…”

CELSO DE MELLO: ”Ações afirmativas são instrumentos compensatórios para concretizar o direito da pessoa de ter sua igualdade protegida contra práticas de discriminação étnico-racial. Uma sociedade que tolera práticas discriminatórias não pode qualificar-se como democrática”
RICARDO LEWANDOWSKI: ”O reduzido número de negros e pardos que exercem cargos de relevo resulta da discriminação histórica que as pessoas desses grupos têm sofrido. Os programas de ações afirmativas são uma forma de compensar a postura complacente do Estado”
Artigo da revista online RevistaAfro.com

terça-feira, 17 de abril de 2012

JESUS ERA NEGRO?

Assim começa a postagem da RevistaAfro sobre a origem daquEle que teria sido enviado por Deus para salvar a humanidade.

A figura de Jesus Cristo como um homem branco, de cabelos lisos compridos, traços finos e delicados, e olhos azuis, ficou marcada durante séculos no imaginário universal graças à sua representação em obras de arte, filmes, espetáculos, e afins. Porém, existe uma grande polêmica em torna da sua real aparência. A maioria insiste em confirmar sua beleza alva, mas, há indícios fortes que comprovam o oposto.
Alguns cientistas já criaram, inclusive, uma imagem que mostra como seria o rosto de Jesus, de acordo com os padrões geográficos do território em que ele vivia. A pespectiva passa bem longe da imagem que temos hoje, que segundo alguns, foi forjada nos padrões de beleza ocidentais.
A principal teoria é de que a maioria das figuras humanas já produzidas para retratar o “filho do homem” foram confeccionadas na Europa por artistas brancos. Dessa forma, a sua imagem teria seguido padrões de estética do período histórico em questão. Além disso, a própria Bíblia, em diversas citações, mostra que Jesus poderia muito bem ter sido um homem negro.
Antes de tudo: ele nasceu em Belém de Judá, região que, à época, pertencia a África! Sim, indivíduos brancos eram raros naquelas bandas. Até a construção do Canal de Suez, Israel fazia parte do continente africano, e esta visão perdurou até 1859, quando o território passou a integrar a Ásia.
Outro forte indício de que Jesus não era branco é que ele era da Tribo de Judá, uma das tribos africanas de Israel. Explica-se: os ancestrais masculinos de Jesus vêm da linha de Sem (miscigenados). No entanto, a sua genealogia foi misturada com a linha de Cam (negros) desde os tempos passados em cativeiro no Egito e na Babilônia.
O antepassado direto de Jesus através de Cam é narrado em Gênesis: Tamar, a mulher Cananéia (negra) fica grávida de Judá, e dá à luz aos gêmeos Zerá e Perez, formando a Tribo de Judá, antepassados do Rei Davi e de José e Maria, os pais terrenos de Jesus.
A farsa de sua cor clara
Outra prova: não foi por mero acaso que Deus enviou Maria e José ao Egito com o propósito de esconder o menino Jesus do Rei Herodes, como é citado no livro de Mateus, do Novo Testamento. Ele não poderia ser escondido no norte da África se fosse um menino branco. Não por proteção militar, já que nessa época, o Egito era uma província romana sob o controle romano, mas porque o Egito ainda era um país habitado por pessoas negras.
Assim, a família teria sido apenas mais que fugiu para o Egito com a finalidade de se misturar a outras famílias negras. Se Jesus fosse branco, loiro, e de olhos claros, teria sido no mínimo complicado de ele se miturar aos egípcios negros, certo?
E ainda citando a Bíblia, no livro Apocalipse ele é chamado de o “Cordeiro de Deus”, segundo a Escritura Sagrada, com seu cabelo lanoso, sendo comparado a lã de cordeiro, e os pés com a cor de bronze queimado, uma aparência semelhante a da pedra de jaspe e de sardônio, que são geralmente pedras amarronzadas.
As provas não mentem, mas, para muitos ainda há bastante controvérsia. As cores das pedras citadas em Apocalipse, jaspe e sardônio não são únicas e absolutas, são de diversas possibilidades. Portanto, se Jesus era negro ou não, provavelmente a humanidade nunca vai saber. Mas seus ensinamentos continuam: independetemente da cor, somos todos iguais.