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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
A VIDA VIVIDA DO CARLOS EUGENIO "KAKÁ"
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segunda-feira, 26 de março de 2018
Se cada criança, cada
jovem, cada adulto ou idoso negro não se encantar pela sua cor de pele, não se
afeiçoar ao formato de seu nariz, não apreciar o tipo e a cor dos seus cabelos,
não consegui identificar beleza alguma em seus olhos. É importante entender e dizer
com todas as palavras que esta pessoa não se sente confortável, sendo aquilo
que é ser uma pessoa negra, é preciso entender que quando é necessária uma
pessoa desconfigurar e apagar as marcas de sua natureza estética para obter uma
aparência estética mais desejável, mais aceitável, percebe-se que algo precisa
ser apresentado para esta pessoa tomar conhecimento da grandeza de beleza que
existe na figura estética da pessoa preta. A beleza da pessoa preta se encontra além da
estética aparente, se encontra nas raízes e origens de sua ancestralidade Africana. (Educadora social - Sonia Lage - 2018)
A
AFROPERSONAGEM AFROBELLE
Surge
da observação de uma estagiária em pedagogia (2016) ao perceber o trauma de uma menina negra de
6/7 anos da turma dos anos iniciais de uma escola municipal de Nilópolis/RJ, uma
menina com extrema timidez, nervosa, se achava feia por causa das pilhagens, bullying,
e a exclusão que sofria da turma, principalmente das meninas e não recebia a
mediação adequada da professora.
AFROBELLE.
Então,
Afrobelle uma garotinha caladinha, triste quando ia pra escola com a cabecinha
baixa e muito triste chegava na escola com a carinha desanimada. Ela olhava
para professora e os coleguinha muito triste e desanimada e às vezes até
chorava, não gostava de brincar e as pessoas e as crianças a chamavam de feia: Sua
feiosa! vai para lá feiosa. Ela é muito feia!
Um
dia chegando da escola em casa ouviu ainda do lado de fora uma voz diferente
dentro da casa, ela entrou devagarinho sem que ninguém a visse, espiou pela
janela e viu uma senhora de cabelos grisalhos, e quando esta senhora se virou,
a menina que era muito triste, arregalou os olhos e gritou: vovó! e correu para os braços da Senhorinha que
falou: ah! minha netinha que saudade. Eu trouxe um presentinho para você,
que eu mesma fiz com muito carinho e a menina olhou arregalou o olho mais uma
vez: uma boneca! mas ela é preta vovó!? E a vozinha falou: - sim minha
querida, essa linda boneca com essa cor de bombom, com esse cabelo pretinho
igual as asas de graúna é uma linda bonequinha, que é para ser sua amiguinha. Ela
é linda vovó? Perguntou a netinha. Sim,
muito linda, disse a vozinha, de onde ela vem é do mesmo lugar de onde você
vem, de um lugar onde só tem pessoas assim, pretinhas, cabelos crespos,
bastante anelados, cheio de curvas, pele de bombom torrado, kkkk. Mas são as
criaturas mais lindas, são educadas, são boas de coração sou muito inteligente,
elas crescem e se tornam mulheres lindas, verdadeiras princesas, elas cuidam dos
cabelos, coloca porções de creme nos cabelos, elas se perfumam, colocam fitas
coloridas, faixas coloridas, adornos, lenços coloridos, se veste como uma
princesa.
Sabe
de onde essas criaturas vem !? Elas vieram de um continente onde as pessoas da
cor do bombom, lá do continente chamado África, lá tem muitos lugares que se
chama países, são lugares grandes que tem grandes cidades, que tem pessoas
lindas, tem homens fortes, tem meninos espertos, tem meninas inteligentes e
espertas, fortes valorosas uma princesa.
E
Afrobelle disse, mas eu não sou princesa vó, se eu venho de lá eu não sou igual
essa boneca da sua história, pois os colegas da escola, todo mundo aqui me
chama de feia. Meu cabelo é embolado, sou muito preta, me chama de vários nomes,
menos de linda, menos de bonita. Vó, acho que minha mãe e meu pai não gostam de
mim, porque eu sou preta e feia, meu cabelo é feio, é muito duro, não consigo
pentear, não consigo ficar bonita e nem loira igual a minha boneca velha.
Pois
então minha belinha, você não está sendo bem cuidado, mas a vovó trouxe cremes,
trouxe fitas e enfeites para o seu cabelo e eu vou ensinar a você cuidar e
arrumar o seu cabelo pra ficar bonito. Você vai ver como todo mundo vai ficar
espantada. mas por hora você vai brincar com sua boneca. Você não gostou dela? você
não a acha linda? então você vai ficar tão linda quanto a boneca. Vai brincar vai
Afrobelle. E a menina correu para o quarto e foi brincar com a boneca em
frente a um pequeno espelho e ela ficou olhando para boneca e celebrante
imaginando como ela iria ficar tão linda quanto a Afrollete a boneca de pano
que a vozinha lhe deu.
quarta-feira, 18 de março de 2015
ESPELHO, ESPELHO MEU EXISTE..
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| BÁRBARA LAGE / NEGRA SARARÁ |
| BÁRBARA LAGE/NEGRA SARARÁ |
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
NEM TUDO QUE PENSAM SOBRE A ÁFRICA É VERDADE
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É interessante esse artigo que revela pontos importantes sobre a África que encontrei na Revista Afro online.
Nem tudo o que as pessoas pensam sobre a África é verdade. E uma jornalista da Namíbia, Christine Vrey, decidiu provar que nem tudo o que parece é a realidade no continente. Revoltada com a ignorância das pessoas com quem já conversou a respeito de seu continente natal, Cristine elaborou uma lista com os 10 maiores mito sobre a África. Segundo ela, o mundo ocidental sabe muito menos do que deveria sobre o continente africano, pecando por ignorância e preconceitos. Confira a lista: 1 – A ÁFRICA É UM PAÍS: Pode parecer inacreditável, mas muitas pessoas, segundo ela, ainda pensam que a África inteira é um país só. Na verdade, o continente africano tem 61 países ou territórios dependentes, e população superior a um bilhão de habitantes (o que faz deles o segundo continente mais populoso, atrás apenas da Ásia). 2 – TODA A ÁFRICA É UM DESERTO - Dependendo das referências (alguns filmes, por exemplo), um leigo pode imaginar que a África inteira seja um deserto escassamente povoado por beduínos e camelos. Mas apenas as porções norte e sudoeste do continente (desertos do Saara e da Namíbia, respectivamente) são assim; a África apresenta um rico ecossistema com florestas, savanas e até montanhas onde há neve no cume. 3 – TODOS OS AFRICANOS VIVEM EM CABANAS - A fama de continente atrasado permite, segundo Vrey, que muitas pessoas achem que a população inteira habite cabanas com paredes de terra e teto de palha. A África, no entanto, tem moderníssimos centros urbanos nos quais vive, na realidade, a maior parte da população. As pessoas que habitam tais cabanas geralmente vêm de grupos tribais que conservam suas vilas no mesmo estado há muitas décadas. 4 – AFRICANOS SE ALIMENTAM COM COMIDAS ESTRANHAS E SELVAGENS- Uma cidade africana, de acordo com a jornalista, se assemelha a qualquer outra localidade ocidental no quesito alimentação: pode-se encontrar qualquer lanchonete de fast food, por exemplo. Christine explica que os hábitos alimentares dos africanos não diferem muito do nosso, exceto pelo que se come em algumas refeições, como o “braai” (o equivalente ao nosso churrasco). 5 – HÁ ANIMAIS SELVAGENS POR TODA PARTE - Em uma cidade africana, você verá o mesmo número de leões ou zebras que encontraria nas ruas de qualquer metrópole mundial: zero. Não há absolutamente nenhuma condição favorável para eles nos centros urbanos, é óbvio que vivem apenas em seus habitat naturais. Se você quiser ir à África com o intuito de observar animais selvagens, terá que fazer uma viagem específica para esse fim. 6 – A ÁFRICA É EXCLUÍDA DIGITALMENTE - A jornalista Christine conta que ainda conversa com pessoas, pela internet, que ficam surpresas pelo simples fato de que ela, uma africana, tem acesso a computadores e internet! nUm dos interlocutores da jornalista chegou a perguntar se ela usava um computador movido a vapor. Ela explica que a tecnologia não perde muito tempo em fazer seus produtos mais modernos chegarem até a África, e que eles estão cada vez menos atrasados em relação ao resto do mundo. 7 – EXISTE UM IDIOMA ÚNICO “AFRICANO” - Da mesma forma que ainda há gente que considera a África um único país, também existem pessoas que imaginam todos os habitantes do continente falando a mesma língua. Christine explica que apenas na Namíbia, de onde ela veio, há mais de 20 idiomas usuais, incluindo mais de um “importado” e alguns nativos. Nenhum país do continente tem menos de cinco dialetos correntes. 8 – A ÁFRICA TEM POUCOS HOTÉIS - Não é uma missão impossível encontrar hospedaria em uma visita ao continente africano. As maiores cidades do continente dispõem de dezenas de hotéis disponíveis para turistas. Só nas oito maiores cidades da África do Sul, segundo Vrey, existem 372 hoteis. 9 – AFRICANOS NÃO CONHECEM BANHEIROS - Há quem pense, de acordo com a jornalista, que todos os africanos sejam obrigados a fazer suas necessidades atrás do arbusto ou em latrinas a céu aberto. Isso vale, segundo ela, apenas para as áreas desérticas e vilarejos afastados. No geral, uma casa na África dispõe de um vaso sanitário muito semelhante ao seu. 10 – TODOS OS AFRICANOS SÃO NEGROS – Da mesma forma que houve miscigenação de raças na América, devido às intensas migrações de europeus, a África também recebeu essas misturas. Na Namíbia, por exemplo, há famílias africanas brancas descendentes de franceses, holandeses e portugueses. Mas não há apenas isso: o continente também abriga grandes comunidades de indianos, chineses e malaios, de modo que não se pode falar em “raça africana”. Christine Vrey também explica que não existe uma “raça negra”. Muitas pessoas, de acordo com a jornalista, acham que todos os negros são da mesma raça ou grupo étnico. Ela conta que já ouviu pessoas descreverem a própria descendência como sendo, por exemplo, ¼ britânicos, ¼ hispânicos, ¼ russos e ¼ “negros”. Isso é um engano: há várias características físicas dissonantes entre os povos de pele escura. As diferenças começam pela própria tonalidade: alguns povos têm a pele mais “avermelhada” ou mais marrom do que outros, e alguns são menos escuros, sem levar em conta a miscigenação. Não é possível falar, portanto, em “negros” simplesmente. Fonte: Kultafro ref: Revista Afro. |
quarta-feira, 5 de junho de 2013
TRISTE ESTATÍSTICA ?
Ao ler no site da Revista Afro, é preocupante com o pouco avanço que a população negra tem tido no âmbito universitário, pelo menos é o que diz a pesquisa no texto a seguir.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
A VIDA DO NEGROS NA FRANÇA
Historicamente, a França sempre esteve aberta à mistura da população. Foi o primeiro país a abolir a escravidão, em 1794. No entanto, 218 anos depois, a vida para os negros não é assim tão fácil. Na periferia e em bairros mais afastados de Paris, é comum se deparar com frase de protesto (e preconceito) nas paredes de muros como: “Negro + Branco = Sujeira” ou “Negros, fiquem em seus países”.
Apesar de conviverem há anos com a população afro-descendente, uma parcela de franceses ainda vê a mistura de raças como um problema. Claro que há movimentos de apoio, no entanto, o preconceito ainda é forte e isso é fácil de se notar. Mas, nem tudo são mazelas e problemas.
Apesar do olhar de desdém de muitos franceses, na própria Paris, há alguns lugares em que a população é majoritariamente negra. Em bairros como a boêmia Montmartre, eles vivem em harmonia com os brancos.
- Vim morar na França em busca de oportunidades. Nem tudo era como eu pensei, mas me adaptei bem à vida aqui e estou melhor do que no meu país – diz Pierre Montére, atendente de padaria, oriundo do Senegal e pai de dois filhos franceses.
Nesse contexto de segregação, os negros aos poucos conquistaram seu espaço. Mais do que isso, apesar de viverem em outro país, eles valorizam sua cultura-natal. Em Montmartre, há lojas de roupas africanas e, em toda a capital francesa, os negros abusam de penteados afro, roupas típicas, e do orgulho de sua negritude.
Em 2002, o país criou a Rota das Abolições da Escravidão, que consiste em quatro cidades do leste francês, na região de Franche Comté: Pontarlier (onde está o Castelo de Joux, que aprisionou o líder negro Toussaint Louverture, abolicionista da República Dominicana), Champagney (que mantém o Museu da Negritude), Emberménil (município do Museu do Abade Gregório) e Fessenheim (que criou o Museu Victor Schoelcher, homenageando o parlamentar responsável pela lei da abolição dos escravos francesa).
Ao fazer essa visita, o turista descobre não apenas as belezas típicas do país, mas mergulha na história que refaz o caminho da abolição. A rota recebeu o apoio da Unesco, que instituiu 2004 como o “Ano internacional de comemoração da luta contra a escravidão e de sua abolição”.
Os negros são presença viva em Paris. Nas lojas de departamento, nas padarias, nos restaurantes, nos famosos cafés, nos principais pontos turísticos… A capital francesa possui bairros inteiros em que a cultura afro é evidente, como as ruas próximas à Place de la Republique, na região central da cidade. São salões de beleza, lojas de produtos especializados para o cabelo afro e até um museu, o Dapper, que reúne obras da África e inspiradas nela.
Apesar de tantas aberturas, conflitos entre negros e brancos são comuns. E, até mesmo para um estrangeiro, é fácil de perceber o olhar de desdém de alguns franceses para a população afro. Paris concentra, hoje, um dos principais conflitos entre negros e brancos em território europeu. Muitos afro-descendentes ainda estão nas periferia, vítimas do desemprego e da discriminação.
No futebol francês, casos de racismo são constantes. Em pesquisa recente, a maioria dos negros franceses declarou ter sido vítima de racismo em algum momento. Não faltam evidências. Apesar de tantos encantos, preconceito ainda é tabu na cidade-luz. Mas a luta não para.
Este ano, Harlem Désir, membro do Parlamento Europeu e ex-ativista anti-racismo, foi ungido próximo líder do partido dos socialistas franceses, tornando-se assim, o primeiro líder negro de um partido europeu. E não é só na política que a luta por uma sociedade igual se perpetua:
- Temos que valorizar a nossa cultura. Não é porque vivemos em outro país que vamos abandonar nossas raízes. Creio num futuro em que a França será ainda mais aberta para todos nós – sentencia Adelie Furlenier, filha de um imigrante negro com uma francesa branca.
Com apenas 13 anos, a jovem já entende o valor de sua cultura e o quanto o país e o pensamento precisam evoluir para gerar uma nação mais harmoniosa
Artigo da revista: Revista Afro
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
NÃO SE FAZ UM POVO CONSCIENTE SEM MEMÓRIA.
No tempo que não havia a comunicação rápida como hoje temos, os irmãos afrodescendente se organizavam e defendiam os seus direitos com muito mais eficácia do que atualmente que temos tecnologia, recursos e aparatos legais. O que vemos hoje é um desdém, uma inércia contagiante que chega a ser humilhante ver cidadães e indivíduos serem desrespeitados e massacrados e o povo negro nem taí.


