quarta-feira, 18 de março de 2015

ESPELHO, ESPELHO MEU EXISTE..




BÁRBARA LAGE / NEGRA SARARÁ

DE REPENTE A MULHER NEGRA SE VER REPRESENTADA ATRAVÉS DE UM SIMPLES PENTEADO AFRO, DE TRANÇAS ESTILO AFRICANO OU MESMO  FAIXAS TORCIDAS ORA ACOMODANDO, ORA ENFEITANDO AS VASTAS CABELEIRAS.  E VOCÊ PARA PRA PENSAR NO QUE TÁ ROLANDO, SERÁ MODA?  SERÁ ESTILO?
 
                                                                               
NEM TANTO É APENAS O RESULTADO DA GLOBALIZAÇÃO DAS INFORMAÇÕES, HOJE NÃO TEMOS SOMENTE AQUI NO RIO A ZONA SUL OU NAS GRANDES CIDADES DO PAÍS UM GRUPO PEQUENO ELETIZADO QUE DITA A MODA E ALIÁS NEM ANTES, SÓ QUE NÃO SABÍAMOS FALTAVA A TROCA DE INFORMAÇÃO. PODE-SE ATÉ COLOCAR QUE A REFERÊNCIA DE MODA VEM DAS RUAS MAS SE TRANSFORMA  EM DITADURA APÓS PASSAR PELA MÃOS DOS "ENTENDIDOS" DE MODA E MONOPOLIZA-LA.

CABELOS CRESPO ERA FEIO, O BONITO ERA CABELOS CHAPINHADOS, ROUPAS COLORIDA ERA BREGA, ESTILO FINO SÃO OS TONS NEUTROS E PASTÉIS E POR AÍ VAI... AO PONTO DE NÃO SE IMPORTAR COM A CULTURA DOS GRUPOS ÉTNICOS QUE COMPÔEM TODA SOCIEDADE.


XÔ PRA LÁ DITADURA DE ESTÉTICA! A INFORMÇÃO GLOBALIZADA TROUXE À- TONA A CULTURA DE UM POVO QUE TEM SEU ESTILO, QUE TEM SUA IDENTIDADE, QUE TEM SUA ALEGRIA DE VIVER.

PÔR PRA FORA ESTA ALEGRIA, DEIXAR REFLETIR AS CORES, OS GESTOS, A CULTURA, AS FORMAS DE SER FELIZ É NO MÍNIMO COISA DE HUMANO INTELIGENTE QUE TODOS NÓS SOMOS.

HAJA VISTO O SUCESSO DE PÚBLICO E TROCA DE RELACIONAMENTOS ACONTECIDO NO EVENTO  DO ENCONTRO MEU CACHO & MEU CRESPO PROMOVIDO POR NEGRA SARARÁ NA PESSOA DE  BÁRBARA LAGE, NO DIA 1º DE MARÇO/15. 


ERA UM SIMPLES ENCONTRO DE AMIGOS QUE TINHAM INTERESSES E GOSTOS  PELO CABELOS E ESTILOS QUE RETRATAM SUAS IDENTIDADES.
BÁRBARA LAGE/NEGRA SARARÁ




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

NEM TUDO QUE PENSAM SOBRE A ÁFRICA É VERDADE


É interessante esse artigo que revela pontos importantes sobre a África que encontrei na Revista Afro online. 

Nem tudo o que as pessoas pensam sobre a África é verdade. E uma jornalista da Namíbia, Christine Vrey, decidiu provar que nem tudo o que parece é a realidade no continente. Revoltada com a ignorância das pessoas com quem já conversou a respeito de seu continente natal, Cristine elaborou uma lista com os 10 maiores mito sobre a África.
Segundo ela, o mundo ocidental sabe muito menos do que deveria sobre o continente africano, pecando por ignorância e preconceitos. Confira a lista:

1 – A ÁFRICA É UM PAÍS: Pode parecer inacreditável, mas muitas pessoas, segundo ela, ainda pensam que a África inteira é um país só. Na verdade, o continente africano tem 61 países ou territórios dependentes, e população superior a um bilhão de habitantes (o que faz deles o segundo continente mais populoso, atrás apenas da Ásia).


2 – TODA A ÁFRICA É UM DESERTO - Dependendo das referências (alguns filmes, por exemplo), um leigo pode imaginar que a África inteira seja um deserto escassamente povoado por beduínos e camelos.  Mas apenas as porções norte e sudoeste do continente (desertos do Saara e da Namíbia, respectivamente) são assim; a África apresenta um rico ecossistema com florestas, savanas e até montanhas onde há neve no cume.


3 – TODOS OS AFRICANOS VIVEM EM CABANAS - A fama de continente atrasado permite, segundo Vrey, que muitas pessoas achem que a população inteira habite cabanas com paredes de terra e teto de palha. A África, no entanto, tem moderníssimos centros urbanos nos quais vive, na realidade, a maior parte da população. As pessoas que habitam tais cabanas geralmente vêm de grupos tribais que conservam suas vilas no mesmo estado há muitas décadas.



4 – AFRICANOS SE ALIMENTAM COM COMIDAS ESTRANHAS E SELVAGENS- Uma cidade africana, de acordo com a jornalista, se assemelha a qualquer outra localidade ocidental no quesito alimentação: pode-se encontrar qualquer lanchonete de fast food, por exemplo. Christine explica que os hábitos alimentares dos africanos não diferem muito do nosso, exceto pelo que se come em algumas refeições, como o “braai” (o equivalente ao nosso churrasco).


5 – HÁ ANIMAIS  SELVAGENS POR TODA PARTE - Em uma cidade africana, você verá o mesmo número de leões ou zebras que encontraria nas ruas de qualquer metrópole mundial: zero. Não há absolutamente nenhuma condição favorável para eles nos centros urbanos, é óbvio que vivem apenas em seus habitat naturais. Se você quiser ir à África com o intuito de observar animais selvagens, terá que fazer uma viagem específica para esse fim.



6 – A ÁFRICA É EXCLUÍDA DIGITALMENTE - A jornalista Christine conta que ainda conversa com pessoas, pela internet, que ficam surpresas pelo simples fato de que ela, uma africana, tem acesso a computadores e internet! nUm dos interlocutores da jornalista chegou a perguntar se ela usava um computador movido a vapor. Ela explica que a tecnologia não perde muito tempo em fazer seus produtos mais modernos chegarem até a África,  e que eles estão cada vez menos atrasados em relação ao resto do mundo.



7 – EXISTE UM IDIOMA ÚNICO “AFRICANO” - Da mesma forma que ainda há gente que considera a África um único país, também existem pessoas que imaginam todos os habitantes do continente falando a mesma língua. Christine explica que apenas na Namíbia, de onde ela veio, há mais de 20 idiomas usuais, incluindo mais de um “importado” e alguns nativos. Nenhum país do continente tem menos de cinco dialetos correntes.



8 – A ÁFRICA TEM POUCOS HOTÉIS - Não é uma missão impossível encontrar hospedaria em uma visita ao continente africano. As maiores cidades do continente dispõem de dezenas de hotéis disponíveis para turistas. Só nas oito maiores cidades da África do Sul, segundo Vrey, existem 372 hoteis.



9 – AFRICANOS NÃO CONHECEM BANHEIROS - Há quem pense, de acordo com a jornalista, que todos os africanos sejam obrigados a fazer suas necessidades atrás do arbusto ou em latrinas a céu aberto. Isso vale, segundo ela, apenas para as áreas desérticas e vilarejos afastados. No geral, uma casa na África dispõe de um vaso sanitário muito semelhante ao seu.


10 – TODOS OS AFRICANOS SÃO NEGROS – Da mesma forma que houve miscigenação de raças na América, devido às intensas migrações de europeus, a África também recebeu essas misturas. Na Namíbia, por exemplo, há famílias africanas brancas descendentes de franceses, holandeses e portugueses. Mas não há apenas isso: o continente também abriga grandes comunidades de indianos, chineses e malaios, de modo que não se pode falar em “raça africana”.
Christine Vrey também explica que não existe uma “raça negra”. Muitas pessoas, de acordo com a jornalista, acham que todos os negros são da mesma raça ou grupo étnico. Ela conta que já ouviu pessoas descreverem a própria descendência como sendo, por exemplo, ¼ britânicos, ¼ hispânicos, ¼ russos e ¼ “negros”.
Isso é um engano: há várias características físicas dissonantes entre os povos de pele escura. As diferenças começam pela própria tonalidade: alguns povos têm a pele mais “avermelhada” ou mais marrom do que outros, e alguns são menos escuros, sem levar em conta a miscigenação. Não é possível falar, portanto, em “negros” simplesmente.

Fonte: Kultafro

ref: Revista Afro.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

TRISTE ESTATÍSTICA ?


Ao ler  no site da Revista Afro, é  preocupante com o pouco avanço que a população negra tem tido no âmbito universitário, pelo menos é o que diz a pesquisa no texto a seguir.

 O Censo Demográfico de 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acaba de divulgar mais uma triste estatística. Todos as pessoas que se declararam negras, pretos ou pardos – que constituem 50,7% da população brasileira – são minoria entre os concluintes do ensino superior, segundo um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) feito a pedido do UOL.

Dos universitários que fizeram Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) em 2010, apenas 6,13% se declaravam pretos ou pardos.
 Na carreira de medicina, apenas 2,66% dos concluintes em 2010 eram da mesma cor. A estatística mostra que, apesar de serem maioria na população, são poucos os negros brasileiros que concluem o Ensino Superior.

 Em 2010, apenas 16.418 estudantes concluintes que prestaram o Enade se declararam negros de um total de 267.823 universitários. Em 2009, foram 35.958 negros dos 663.943 estudantes que fizeram o exame.
Em relação ao desempenho dos estudantes no Enade, os estudantes negros têm nota 1,7% menor do que os alunos não negros. Para o presidente do Inep, a diferença entre alunos negros e não negros é maior na educação básica, mas tem diminuído.  
O Enade

Criado em 2004, o Enade é aplicado anualmente pelo Inep e integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). O objetivo é avaliar o desempenho dos estudantes com relação aos conteúdos previstos nos cursos de graduação e avaliar a qualidade de cursos e instituições de ensino públicas e particulares de todo o país.
Participa do exame uma amostra selecionada de estudantes do primeiro e do último ano dos cursos. Para os selecionados que estão terminando a faculdade, a participação é obrigatória e condição indispensável para a emissão do histórico escolar. Estudantes não selecionados também podem fazer a prova como voluntários.
Na análise do Inep descrita nesta matéria, apenas os resultados de estudantes do último ano foram considerados.

Referência:  http://www.revistaafro.com.br/

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A VIDA DO NEGROS NA FRANÇA




A França é a nação europeia que possui mais negros em sua população, algo em torno de 8%. Ao todo, há cerca de três milhões de negros no país, graças às colônias francesas na África, como a Costa do Marfim, Senegal, e outros países do Norte. Anualmente, milhares de novos imigrantes deixam sua terra natal em direção ao país na busca por uma vida melhor.

Historicamente, a França sempre esteve aberta à mistura da população. Foi o primeiro país a abolir a escravidão, em 1794. No entanto, 218 anos depois, a vida para os negros não é assim tão fácil. Na periferia e em bairros mais afastados de Paris, é comum se deparar com frase de protesto (e preconceito) nas paredes de muros como: “Negro + Branco = Sujeira” ou “Negros, fiquem em seus países”.

Apesar de conviverem há anos com a população afro-descendente, uma parcela de franceses ainda vê a mistura de raças como um problema. Claro que há movimentos de apoio, no entanto, o preconceito ainda é forte e isso é fácil de se notar. Mas, nem tudo são mazelas e problemas.

Apesar do olhar de desdém de muitos franceses, na própria Paris, há alguns lugares em que a população é majoritariamente negra. Em bairros como a boêmia Montmartre, eles vivem em harmonia com os brancos.

- Vim morar na França em busca de oportunidades. Nem tudo era como eu pensei, mas me adaptei bem à vida aqui e estou melhor do que no meu país – diz Pierre Montére, atendente de padaria, oriundo do Senegal e pai de dois filhos franceses.

Nesse contexto de segregação, os negros aos poucos conquistaram seu espaço. Mais do que isso, apesar de viverem em outro país, eles valorizam sua cultura-natal. Em Montmartre, há lojas de roupas africanas e, em toda a capital francesa, os negros abusam de penteados afro, roupas típicas, e do orgulho de sua negritude.

Em 2002, o país criou a Rota das Abolições da Escravidão, que consiste em quatro cidades do leste francês, na região de Franche Comté: Pontarlier (onde está o Castelo de Joux, que aprisionou o líder negro Toussaint Louverture, abolicionista da República Dominicana), Champagney (que mantém o Museu da Negritude), Emberménil (município do Museu do Abade Gregório) e Fessenheim (que criou o Museu Victor Schoelcher, homenageando o parlamentar responsável pela lei da abolição dos escravos francesa).

Ao fazer essa visita, o turista descobre não apenas as belezas típicas do país, mas mergulha na história que refaz o caminho da abolição. A rota recebeu o apoio da Unesco, que instituiu 2004 como o “Ano internacional de comemoração da luta contra a escravidão e de sua abolição”.

Os negros são presença viva em Paris. Nas lojas de departamento, nas padarias, nos restaurantes, nos famosos cafés, nos principais pontos turísticos… A capital francesa possui bairros inteiros em que a cultura afro é evidente, como as ruas próximas à Place de la Republique, na região central da cidade. São salões de beleza, lojas de produtos especializados para o cabelo afro e até um museu, o Dapper, que reúne obras da África e inspiradas nela.

Apesar de tantas aberturas, conflitos entre negros e brancos são comuns. E, até mesmo para um estrangeiro, é fácil de perceber o olhar de desdém de alguns franceses para a população afro. Paris concentra, hoje, um dos principais conflitos entre negros e brancos em território europeu. Muitos afro-descendentes ainda estão nas periferia, vítimas do desemprego e da discriminação.

No futebol francês, casos de racismo são constantes. Em pesquisa recente, a maioria dos negros franceses declarou ter sido vítima de racismo em algum momento. Não faltam evidências. Apesar de tantos encantos, preconceito ainda é tabu na cidade-luz. Mas a luta não para.

Este ano, Harlem Désir, membro do Parlamento Europeu e ex-ativista anti-racismo, foi ungido próximo líder do partido dos socialistas franceses, tornando-se assim, o primeiro líder negro de um partido europeu. E não é só na política que a luta por uma sociedade igual se perpetua:

- Temos que valorizar a nossa cultura. Não é porque vivemos em outro país que vamos abandonar nossas raízes. Creio num futuro em que a França será ainda mais aberta para todos nós – sentencia Adelie Furlenier, filha de um imigrante negro com uma francesa branca.

Com apenas 13 anos, a jovem já entende o valor de sua cultura e o quanto o país e o pensamento precisam evoluir para gerar uma nação mais harmoniosa

Artigo da revista: Revista Afro

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

NÃO SE FAZ UM POVO CONSCIENTE SEM MEMÓRIA.



No tempo que não havia a comunicação rápida como hoje temos, os irmãos afrodescendente se organizavam e defendiam os seus direitos com muito mais  eficácia do que atualmente que temos tecnologia, recursos e aparatos legais. O que vemos hoje é um desdém, uma inércia contagiante que chega a ser humilhante ver cidadães e indivíduos serem desrespeitados e massacrados e o povo negro nem taí.

Orfeu Negro 1959 Completo



Vendo este filme revemos a cidade maravilhosa com seus habitantes cheios de alegria e molejos, além de ver a atuação divina de atores  negros brasileiros.
Orfeu negro é um filme ítalo - franco - brasileiro (fr: Orphée Noir; it: Orfeo negro) de 1959, do gênero drama, dirigido por Marcel Camus. O roteiro do filme foi adaptado por Camus e Jacques Viot a partir da peça teatral Orfeu da Conceição de Vinícius de Moraes.
A trilha sonora é de Tom Jobim e Luís Bonfá. Vinícius e Antônio Maria também tiveram músicas incluídas, mas, assim como Agostinho dos Santos, que interpretou a música-tema de Orfeu, Manhã de Carnaval, não receberam os créditos. O filme teve outra versão em 1999, sob o nome Orfeu, dirigida por Cacá Diegues.
É, à data, o único filme brasileiro a ter ganho o Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1960

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mulheres e negros foram os principais responsáveis pelo crescimento da classe média, aponta pesquisa.


Vejam essa notícia que encontrei em um pág. de economia. Agora a pergunta que fica no ar : A sociedade brasileira ainda ñ se deu conta da posição do negro, ainda?  Então vamos à pesquisa.

"De acordo com a pesquisa Vozes da Classe Média, realizada pelo instituto Data Popular, em 10 anos, os principais responsáveis pelo crescimento da renda da nova classe média foram as mulheres e os negros.
O aumento da renda foi de R$ 150 bilhões em 2002, para R$ 264,1 bilhões neste ano, um crescimento de 76%, entre as mulheres; e de R$ 158,1 bilhões para R$ 352,9 bilhões no mesmo período entre a população negra, um aumento de 123%.

O estudo, que será divulgado hoje em Brasília, ainda apontou que oito, em cada 10 integrantes da classe média, acreditam que a vida em geral vai melhorar. Esse otimismo se reflete, em primeiro lugar, na saúde (77% disseram que a própria saúde vai melhorar no próximo ano), vida afetiva (76%), o próprio bairro (76%), o próprio trabalho (74%), a própria cidade (74%), e, nas duas últimas posições, o Brasil (70%) e o mundo (63%).

A pesquisa foi encomendada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, em parceria com a Caixa Econômica Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para mapear as demandas e expectativas dos brasileiros." (por Marina Rossi)

Agora resta saber se a povo negro deste país tem conhecimento e consciência deste fato.